- Os Idles encerraram o terceiro dia do Primavera Sound com uma atuação descrita como força telúrica, centrada no grito punk ao vivo.
- O concerto sucedeu ao espetáculo de Massive Attack e, em palco, Joe Talbot entrou com o ar de pregador cansado, preparando o tom de uma descarga colectiva.
- O público entoou cânticos como “Free, free Palestine” entre músicas; houve ainda a lembrança de “Never fight a man with a perm” que ressoou entre os presentes.
- Em palco, as canções não se repetem: as guitarras ganham peso, o baixo empurra, e a batida da bateria corta o ar; o guitarrista Mark Bowen destacou-se com um fato de lantejoulas.
- Perto do fim, com o vocal de Talbot já rouco, a banda provocou uma energia de massa, acelerando a sessão para uma sensação de comunidade punk entre milhares de pessoas.
O Primavera Sound fechou o terceiro dia com a atuação dos Idles no palco principal, num concerto que apresentou a banda como ato de fecho da noite.
A entrada de Joe Talbot mostrou uma figura de pregador cansado e boxeador emocional, num palco que venceu pela dureza dos sons. O público chegou já atento a uma apresentação de alta energia.
Durante o espetáculo, houve cânticos de apoio a causas políticas, com o público a participar de forma uníssona entre as músicas. A sessão foi marcada pela intensidade física das guitarras e pela força do baixo.
Mark Bowen vestia um fato com lantejoulas, em palco onde as guitarras pareciam mover o ar. A performance destacou a liberdade de explorar o imaginário punk através da metáfora do espetáculo.
Entre temas, Mother ganhou presença marcada com uma frase de resistência, enquanto muitos fãs acompanhavam com os olhos fechados ou o punho erguido. A canção ganhou dimensão ritual no recinto.
O ponto alto ocorreu com Mr. Motivator, elevando a energia a um estado próximo da loucura coletiva. Copos no ar, abraços entre desconhecidos e gestos de intensidade sustentada.
Ao longo de cerca de duas horas de atuação, os Idles reconstruíram as suas canções ao vivo, alongando, acelerando e esmagando o palco com ruídos que pareciam simultaneamente destruição e celebração.
Ao encerrar, Talbot permaneceu com a voz roída pela fadiga, num momento de revelação partilhada com o público. O sentimento foi de uma comunidade que encontrou, na performance, uma resposta coletiva ao momento atual.
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