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Líder do BE avisa que problemas nacionais desaconselham desvios para a Defesa

Pureza afirma não haver razão para desviar recursos de áreas essenciais para defesa, mesmo com Portugal a cumprir os 2% do PIB

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  • Portugal atingiu em 2025 a meta de 2% do PIB destinada à Defesa, mas está no grupo de cinco países da NATO que menos gastam no setor.
  • O BE (bloquue de Esquerda) afirmou que não há razão para desviar recursos para defesa quando há problemas em áreas essenciais como saúde, habitação, ensino e coesão social.
  • Segundo o relatório da NATO, Portugal, Espanha, Canadá, Bélgica e Albânia são os países que menos gastam em Defesa, não ultrapassando os 2% do PIB.
  • Apesar de estar entre os que menos gastam, Portugal foi o 12.º aliado que mais aumentou a despesa entre 2023 e 2024, subindo de 1,55% para 2% do PIB (aumento de 31,67%).
  • José Manuel Pureza atribui o aumento a pressões associadas a Donald Trump e à suposta chantagem para alcançar metas de despesa militar, alertando que o impacto dessa pressão pode ser significativo.

O BE reforçou nesta quinta-feira a posição de que os problemas estruturais de Portugal não justificam o desvio de recursos para a Defesa. O líder do partido argumentou que áreas como saúde, habitação, ensino e coesão social devem manter prioridade orçamental.

José Manuel Pureza, adiantado a repórteres à margem da Feira da Educação, Formação e Juventude na Exponor, afirmou que não há razão para canalizar verbas para ações militares quando o país enfrenta dificuldades de mobilizar recursos para questões essenciais.

O coordenador do BE destacou ainda que Portugal atingiu em 2025 a meta de 2% do PIB destinada à Defesa, mas permanece entre os cinco países da NATO com menor gasto no setor, segundo um relatório anual da aliança.

Dados da NATO

Conforme o relatório, Portugal, Espanha, Canadá, Bélgica e Albânia são os países que menos gastam em Defesa, não ultrapassando o objetivo de 2% do PIB. A média da NATO situa-se em 2,77%.

Ainda assim, Portugal foi o 12.º aliado que mais aumentou o gasto entre 2023 e 2024, passando de 1,55% para 2% do PIB, um crescimento de 31,67%.

Pureza atribuiu os números à política do atual contexto internacional, apontando que a pressão para subir despesas militares está associada a pressões externas, incluindo declarações de líderes estrangeiros e a dinâmica do confronto global.

O BE criticou, segundo o dirigente, a ideia de que tais aumentos são inevitáveis, lembrando exemplos de outros países que não aceitaram essa linha de expansão. A posição é de que as escolhas orçamentais devem privilegiar coesão social.

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