- André Ventura, líder do Chega, condenou as buscas na Câmara Municipal de Albufeira e acusou as autoridades de intimidar um representante do povo.
- Ventura disse na rede X que as ações constituem um uso de poderes policiais para intimidar quem afirmou não ceder mais casas sociais para ciganos.
- O MP confirmou as buscas na Câmara de Albufeira, no âmbito de um inquérito em segredo de justiça, sem revelar mais pormenores.
- A Procuradoria-Geral da República informou que as buscas ocorreram no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do DIAP Regional de Évora, também em segredo de justiça.
- Rui Cristina é visado no âmbito do inquérito, que envolve alegações relacionadas com incitamento ao ódio.
Na sequência de buscas realizadas na Câmara Municipal de Albufeira, o líder do Chega, André Ventura, afirmou que as autoridades usaram poderes policiais para intimidar um representante do povo. Segundo ele, o objetivo seria prosseguir com o que classifica como programa político do Chega, que diz ter como prioridade não conceder mais casas sociais a determinados grupos. A declaração foi feita numa publicação na rede social X, na manhã desta quarta-feira.
O Ministério Público confirmou, de forma sucinta, que houve buscas no âmbito de um inquérito ainda em segredo de justiça. A Procuradoria-Geral da República explicou que o inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora e que não fornece mais pormenores sobre as suspeitas.
A presença policial na câmara municipal de Albufeira envolve o nome de Rui Cristina, ligado ao inquérito por alegado incitamento ao ódio. A operação é parte de diligências em curso, com o caso permanecendo em segredo até comunicar evolução relevante.
Contexto da investigação
As buscas foram anunciadas pelas autoridades, sem detalhar as suspeitas, mantendo o sigilo solicitado pelo Ministério Público. A Câmara Municipal de Albufeira, órgão governado pela coligação envolvida e pelo Chega, não divulgou declarações adicionais até ao momento.
Repercussões políticas
Ventura reiterou críticas ao que chama de uso excessivo de poderes por parte das forças de segurança. O Chega descreve o incidente como cumprimento de promessas eleitorais, em defesa de políticas que, segundo o partido, priorizam determinados critérios de distribuição de habitação.
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