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Ventura vê condições para aprovação da lei do retorno com alterações do Chega

Ventura diz haver condições para aprovação rápida da lei do retorno com alterações do Chega, visando entrada em vigor célere e menos bloqueios pelo Tribunal Constitucional

André Ventura
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  • O presidente do Chega, André Ventura, disse na terça-feira que existem condições para a aprovação rápida da chamada lei do retorno, com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não seja mais uma força de bloqueio.
  • O Chega está a trabalhar com o Governo para uma aprovação rápida dos diplomas de retorno e prevê que sejam aprovados no parlamento com algumas alterações.
  • Ventura alegou que nenhum país forte tem leis de proteção de fronteiras fracas e aponta para uma convergência de ideias com o Governo, como na simplificação dos procedimentos de expulsão.
  • O Chega defende eliminar o efeito suspensivo dos pedidos de asilo para não manter imigrantes ilegais em território português, propondo que, após rejeição, não possam permanecer no país.
  • O partido propõe restringir a permanência nos Centros de Instalação Temporária a até 360 dias, para que quem tem asilo negado aguarde a resolução final no país de origem. O Governo já aprovou, na quinta-feira, a nova proposta da lei de retorno para acelerar o afastamento de estrangeiros em situação irregular.

O presidente do Chega afirmou que existem condições para aprovar rapidamente a nova lei do retorno, com alterações propostas pelo partido, nos próximos dias. A declaração foi feita hoje numa conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa, sobre a legislação de repatriamento de imigrantes.

Segundo André Ventura, há sinais positivos de ambos os lados na fase de negociações e prevê que os diplomas possam ser aprovados no Parlamento em breve, com alterações apresentadas pelo Chega. O objetivo é acelerar a entrada em vigor da lei.

Ventura reiterou a esperança de evitar novos bloqueios do Tribunal Constitucional, afirmando que não deve haver intervenção de bloqueio por parte do TC. O Chega defende mudanças para endurecer procedimentos de expulsão e limitar o efeito suspensivo de pedidos de asilo.

O partido aponta para uma simplificação dos procedimentos de expulsão, desde que não haja o efeito suspensivo dos pedidos de asilo. A proposta visa impedir que quem teve o asilo negado permaneça em território nacional.

Entre as alterações, destaca-se o que o Chega chama de fim do “efeito suspensivo” para pedidos de asilo, e a medida de manter candidatos fora do território após rejeição, para aguardar decisões no país de origem.

O Governo já aprovou, na quinta-feira anterior, a nova proposta da lei de retorno, com o objetivo de acelerar o afastamento de estrangeiros identificados em situação irregular, após fase de consulta pública.

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