- O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, acusou o PS de ser uma “força de conservadorismo granítico” que pretende manter a omnipresença nos órgãos do Estado, numa intervenção nas jornadas do CDS na Assembleia da República.
- As declarações surgem dois dias antes de se decidir uma nova data para eleições dos órgãos externos da AR, em meio a um impasse entre PSD e PS sobre a nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional.
- Abreu Amorim afirmou que o PS prefere inacção à transformação e que não quer mudar, defendendo que a coligação alternativa entre PSD e CDS representa a maior força de mudança na democracia.
- O líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, disse que a aliança com dois partidos diferentes beneficia a coligação e reiterou a autonomia do CDS dentro da coligação, mantendo o compromisso com a agenda reformista do Governo.
- Ambos condenaram o ataque na Marcha pela Vida e anunciaram um voto de condenação no Parlamento, sublinhando que o extremismo, de qualquer lado, deve ser combatido.
O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou que o PS se tornou uma força de conservadorismo granítico, resistente a mudanças e com ambição de manter a omnipresença nos órgãos do Estado. A intervenção ocorreu na abertura das jornadas parlamentares do CDS, na Assembleia da República.
A acusação surge num momento de impasse político sobre a eleição de juízes para o Tribunal Constitucional, com PSD e PS a divergir sobre três vagas. A data para nova votação ainda não está definida.
Abreu Amorim sustentou que o PS prefere a inação à transformação e que reage de forma resistente a qualquer reforma. O governante indicou que, nesta lógica, há uma permanência no que está estabelecido.
O ministro descreveu a AD como motor de mudança, contrapondo a ideia de que a aliança entre CDS e PSD representa uma tradição de responsabilidade e coerência. A coligação é apresentada como força tranquila da mudança, apartada de radicalismos.
Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, reforçou que a AD combina dois partidos diferentes e que o CDS mantém autonomia dentro da coligação. Garantiu lealdade à agenda reformista do Governo.
Núncio e Amorim condenaram o ataque na Marcha pela Vida, em Lisboa, onde um objeto incendiário foi lançado entre os participantes. O CDS anunciou um voto de condenação ao que qualificou de ataque extremista e criminoso, ao qual o ministro associou-se.
O CDS defendeu que o episódio não recebeu o destaque devido na cobertura mediática, e o partido reiterou o combate a qualquer forma de extremismo. O tom foi de firme atuação política, sem ponderações de culpabilidade que excedam os fatos.
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