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Dirigente nacional do LIVRE demite-se e acusa liderança de decisões unilaterais

Renúncia de dirigente do Livre expõe tensões internas sobre controlo de informação e decisões unilaterais, com impacto no próximo congresso

Foto: Livre
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  • João Manso demitiu-se da direção do Livre, acusando a liderança de decisões unilateral e criticando dinâmicas de controlo de informação.
  • Alegou que várias obrigações estatutárias fundacionais não foram cumpridas e criticou o modelo de porta-voz, defendendo que este cargo deve ser rotativo.
  • A queixa inclui reuniões do Grupo de Contacto (GC) que não teriam respeitado a periodicidade mensal e teriam sido encenadas, dificultando o escrutínio.
  • Reclamou pleno acesso ao e-mail do partido; o Tribunal Constitucional decidiu não conhecer a ação, mantendo a deliberação existente.
  • O 15º Congresso do Livre terá de realizar-se este ano; nas eleições de 2024, Isabel Mendes Lopes obteve 61% (dez lugares), Natércia Lopes 22% (três lugares) e João Manso 14% (dois lugares).

O dirigente nacional do Livre, João Manso, apresentou a demissão da direção, alegando dinâmicas de controlo de informação no órgão e acusando os porta-vozes Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes de decisões unilaterais. A comunicação ocorreu numa plataforma interna do partido a 7 de março, com a notícia a ser veiculada pelo Observador e a ter sido confirmada pela Lusa.

Manso, eleito pela lista C no último congresso de 2024, sustentou que várias obrigações estatutárias fundacionais não foram cumpridas. Entre as críticas, destacou que o cargo de porta-voz não devia ser fixo nem dependente do tema, como alegadamente acontece na prática, e que as reuniões abertas do Grupo de Contacto não foram realizadas com a periodicidade mínima.

Alega ainda que lhe foi negado pleno acesso ao email do partido e que, após tentativas de vias internas, recorreu ao Tribunal Constitucional, que decidiu não conhecer o objeto da ação. A direção havia decidido, em fevereiro do ano anterior, que o email do GC seria gerido pela equipa de direção e que o reencaminhamento seria possível mediante pedido.

Na resposta enviada à Lusa, Isabel Mendes Lopes afirmou que as questões levantadas por Manso já tinham sido discutidas em várias reuniões e que o Tribunal Constitucional não deu seguimento à ação. Acrescentou que o acesso aos emails acabou por ser desativado após a sobrecarga da caixa.

Na publicação na plataforma interna, Manso denunciou a presumível marcação de datas e local do próximo congresso por empresas de audiovisual e catering, sem debate no órgão. O 15º Congresso do Livre está previsto para este ano, mas ainda sem data oficial.

Considera que as dinâmicas de controlo de informação são inaceitáveis e que o coletivo só funciona com condições de trabalho funcionais, colaborativas e inclusivas. Em maio de 2024, a lista liderada por Isabel Mendes Lopes obteve 61% dos votos, seguidas pela lista B com Natércia Lopes e pela lista C de Manso.

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