Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UE restringe rótulos ‘carnudos’ em produtos vegetais e gera alertas climáticos

UE restringe rótulos de carne para produtos vegetais, enquanto aprova meta climática intermédia e reforça a transição para um sistema alimentar mais sustentável

Empregado de loja mostra hambúrguer à base de plantas numa cadeia de supermercados em Bruxelas, sexta-feira, 23 de outubro de 2020
0:00
Carregando...
0:00
  • A UE decidiu proibir rótulos de carne em alimentos à base de plantas e alargou a restrição à carne cultivada, com um período de transição de três anos para os produtores se adaptarem.
  • O acordo entre Conselho e Parlamento reforça a proteção das designações de carne e torna obrigatório o uso de contratos escritos entre agricultores e compradores.
  • As proibições incluem termos como carne bovina, vitela, frango, lombo, steak e bacon; no entanto, hambúrgueres vegetais e salsichas veganas continuam permitidos.
  • O texto ainda precisa de adoção formal e de uma votação final no Parlamento Europeu, com possibilidade de alterações de última hora.
  • No mesmo dia, a UE aprovou uma meta climática intermédia de reduzir 90 por cento das emissões líquidas de gases com efeito de estufa em relação a 1990, para favorecer uma transição alimentar mais sustentável.

O Conselho da União Europeia e o Parlamento chegaram a um acordo provisório para proibir o uso de designações de carne em alimentos à base de plantas, no âmbito de uma alteração à Organização Comum de Mercado. A decisão ocorreu no mesmo dia em que a UE aprovou uma meta climática mais ambiciosa. O objetivo é evitar que rotulagens indiquem carne quando não há origem animal.

A mudança reforça a proteção das designações relacionadas com carne para produtos de origem vegetal e para a carne cultivada, ainda sem disponibilidade comercial. O acordo estabelece um período de transição de três anos para que produtores se ajustem ao novo regime.

A pró-atividade legislativa inclui que contratos entre agricultores e compradores passem a ser, em geral, obrigatórios por escrito. O tema tem gerado debates entre setores, com críticas à restrição de termos como bife, fígado e costeletas em rótulos de plantas.

Mudanças na rotulagem e metas climáticas

O acordo proíbe expressões que indiquem carne para uma lista de termos específicos, incluindo bovina, suína, aves, cortes como steak e bacon. Rótulos como hambúrguer vegetal e salsichas veganas podem manter-se. A restrição abrange também a carne cultivada, ainda sem uso comercial.

Apesar da questão de fundo, o tema ambiental não ficou claro na negociação, com vozes que defendem que a terminologia não induz erro relevante aos consumidores. Pesquisas indicam apoio à continuidade de linguagem comum para alimentos de origem vegetal.

Paralelamente, a UE aprovou uma meta climática intermédia vinculativa, visando reduzir 90% das emissões líquidas de gases com efeito de estufa respecto a 1990. Organizações ambientais destacam que alimentos à base de plantas costumam ter pegadas ambientais inferiores às de origem animal.

Especialistas do setor destacam que as políticas devem facilitar a transição para dietas mais sustentáveis, sem criar barreiras desnecessárias aos consumidores. Observa-se preocupação com custos de adaptação para empresas, caso as regras entrem plenamente em vigor.

A Comissão Europeia indicou que a Política Agrícola Comum já sofreu reformas para dissociar pagamentos diretos da produção, buscando um modelo mais sustentável. O texto ainda precisa de adoção formal pelo Parlamento e pode sofrer alterações antes da votação final.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais