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Gaia garante proteção de 200 casas e empresas contra demolições para o TGV

Gaia garante proteção de duzentas casas e empresas contra demolições no traçado da Alta Velocidade, com grande parte do percurso em túnel

Projeto original coloca estação de TGV de Gaia em Santo Ovídio
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  • O vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira, afirma que o consórcio AVAN Norte pretende construir o troço da linha de TGV entre Santo Ovídio e a antiga EN 1-15, em Vilar do Paraíso, protegendo cerca de 200 habitações e empresas.
  • A solução prevê que o traçado de alta velocidade seja feito principalmente em túnel, salvaguardando parte significativa do território do concelho.
  • O projeto exige até 15 de abril a apresentação, e a APA deve pronunciar-se até final de junho, sob pena de comprometer o financiamento do troço da alta velocidade.
  • O vereador do PS, João Paulo Correia, afirma que a estação está decidida em Santo Ovídio, mas o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, já expressou discordância sobre essa localização.
  • Além da questão ferroviária, o autarca gaiense critica a construção de uma ponte em Oliveira do Douro e destaca a importância de acessos à rede urbana e à intermodalidade.

A Câmara de Gaia afirma ter assegurado a proteção de cerca de 200 habitações e empresas frente às demolições previstas no troço da linha de alta velocidade (TGV). Firmino Pereira, vice-presidente, refere que o traçado da VL3 deverá “em grande parte” funcionar em túnel, entre Santo Ovídio e a antiga EN 1-15, em Vilar do Paraíso, onde o município pretende instalar a estação. O objetivo é salvaguardar as estruturas existentes sem comprometer o financiamento do projeto.

O autarca reuniu-se com o consórcio AVAN Norte, liderado pela Mota-Engil, que pretende apresentar até 15 de Abril o projeto de execução. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deverá pronunciar-se até final de Junho, sob pena de ficar comprometido o financiamento do troço da Alta Velocidade. A prioridade é manter a linha para Portugal, disse Pereira.

O líder da oposição socialista, João Paulo Correia, criticou a opção pela estação em Santo Ovídio, defendendo que a decisão está tomada há mais de três anos e que não pode depender de alterações. Pereira rebate, afirmando que Correia desconhece prazos e aspectos técnicos relevantes do processo.

Mudanças de tema: estações e prazos

Correia reiterou que Gaia não pode perder a estação de alta velocidade, destacando o investimento público envolvido na ligação Porto-Lisboa. O PS afirmou ainda que o consórcio está a preparar um novo projeto de execução para submeter à APA, após o chumbo anterior à estação em Vilar do Paraíso.

Pereira aponta dúvidas sobre a solução de Santo Ovídio, incluindo segurança de uma estrutura subterrânea profunda, o número de demolições e a logística de obras, bem como a falta de um parque de autocarros para a intermodalidade. Garantiu ainda que já está assegurado um acesso rodoviário para a solução de Vilar do Paraíso.

Obra e mobilidade: acessos e custos

Na vertente rodoviária, o autarca considerou inaceitável a ponte para carros em Oliveira do Douro, alegando que não serve os interesses de mobilidade de Gaia e que não há acessos adequados à malha urbana, estimando custos de cerca de 40 milhões de euros para o município. O debate continua, com a autarquia a defender soluções que equilibram investimento, mobilidade e protecção de famílias.

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