- O prazo para entregar candidaturas no parlamento para o provedor de Justiça, cinco membros do Conselho de Estado e três juízes do Tribunal Constitucional foi adiado até segunda-feira.
- A medida decorre do impasse entre PSD, Chega e PS, com José Pedro Aguiar-Branco a pedir respostas até hoje, para confirmar o apoio ao adiamento.
- As eleições mantém-se marcadas para a próxima sexta-feira, com necessidade de dois terços dos 230 deputados para o Provedor de Justiça e para o TC.
- O método de Hondt, usado para eleger os cinco membros do Conselho de Estado, tende a favorecer o PSD na eleição de dois dos cinco membros.
- O cargo de provedor de Justiça está vago desde o início da legislatura; o TC funciona com menos dois juízes, sendo que um já ultrapassou o limite do mandato.
O prazo para a entrega de candidaturas à eleição do provedor de Justiça, aos cinco membros do Conselho de Estado e aos três juízes do Tribunal Constitucional foi adiado para segunda-feira. A decisão depende de acordo entre os partidos no Parlamento.
Fontes parlamentares indicam que ainda não existe entendimento entre PSD, Chega e PS. O adiamento surge num contexto de impasse e sem consenso político sobre a composição dos órgãos.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu aos grupos e deputados únicos para responderem, até às 13h de hoje, se divergem do alargamento do prazo. A unanimidade entre grupos é necessária para avançar.
Apesar do adiamento, as eleições continuam marcadas para a próxima sexta-feira. O Conselho de Estado, o Provedor de Justiça e o TC mantêm o calendário original, com votação prevista para esse dia.
Para o Provedor de Justiça e para o TC, é exigida maioria de dois terços entre os 230 deputados. O cenário atual estende-se desde o início da legislatura, com o Provedor por preencher e o TC a funcionar com dois juízes a menos.
No caso do Conselho de Estado, a eleição é por método de Hondt, o que tende a favorecer o PSD na eleição de dois dos cinco membros. As negociações entre PSD, Chega e PS têm sido repetidamente adiadas ao longo da legislatura.
As propostas para o TC e o Provedor de Justiça já foram alvo de trâmites internos, com audição marcada pela Comissão de Assuntos Constitucionais. Com o novo calendário, a preparação para as audições deverá ocorrer em menos tempo.
Contexto institucional: o cargo de Provedor de Justiça está vago desde que Maria Lúcia Amaral passou a chefiar a ministra da Administração Interna. O TC funciona com menos dois juízes, e um deles já ultrapassou o limite do mandato.
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