- André Ventura visitou Beja na quarta-feira, 4 de fevereiro, para criticar a gestão da crise e a ausência do Presidente da República no território.
- O líder do Chega qualificou a situação como “verdadeira república das bananas” e criticou a falta de acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
- Na entrada do Comando Territorial da GNR de Beja, sustentou a necessidade de presença institucional face às cheias e às estradas cortadas.
- Em visita à Adega do Monte Novo e Figueirinha, recusou apelos diretos ao voto, defendendo que a prioridade é resolver os problemas das populações afetadas.
- Ventura pretende capitalizar o descontentamento no Alentejo, pedindo medidas como isenção de portagens em zonas abaladas pelas cheias para fortalecer a sua imagem anti-sistema.
André Ventura voltou a lançar críticas ao governo durante uma deslocação a Beja, no distrito alentejano, na quarta-feira, 4 de fevereiro. O cabeça de lista do Chega visitou o Comando Territorial da GNR e afirmou que Portugal vive um cenário de liderança falha, descrevendo a atual gestão da crise meteorológica como digna de uma república das bananas. O candidato questionou a ausência do Presidente da República no território e a falta de acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Na sequência, Ventura deslocou-se à Adega do Monte Novo e Figueirinha, onde recusou fazer apelos diretos ao voto para o próximo domingo. Alegou que, face às cheias que devastaram populações locais, o foco deve ser a resolução prática dos problemas em vez de propaganda eleitoral. A recusa ao apelo ao voto pode expor o líder do Chega a riscos políticos próximos das eleições.
Contexto regional
O distrito de Beja tem enfrentado cortes de estradas e inundações severas, em meio a tempestades recorrentes. Ventura reforçou a leitura de que existe uma presença institucional fraca na resposta às ocorrências, associando a narrativa a uma imagem de combate ao “anti-sistema”.
Ventura também apontou para medidas como a isenção de portagens em zonas afetadas, defendendo uma resposta mais prática às dificuldades das populações. A postura visa capitalizar o descontentamento local com a atuação estatal durante a crise climática que atravessa o Alentejo.
Apenas informação: o candidato insiste na avaliação de que a gestão das cheias está aquém do esperado e que, para as comunidades atingidas, o tempo de ações concretas vale mais que considerações políticas. A agenda de campanha de Ventura mantém o foco na crítica ao funcionamento institucional.
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