- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que o Governo não vai sobrepor-se às avaliações da Proteção Civil e pediu respeito pelo juízo técnico no tratamento do mau tempo.
- Rangel criticou o “oportunismo político” e disse que a matéria exige avaliação técnica, não opinião.
- O Mecanismo Europeu de Proteção Civil só é ativado com base em regras técnicas e na avaliação de quem está no terreno.
- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, mostrou disponibilidade para colaborar e questionou se há críticas dirigidas à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
- A Comissão Europeia disse que o mecanismo pode fornecer apoios, como desumidificadores e geradores, mas Portugal ainda não solicitou; o presidente da Proteção Civil afirmou que não se justifica ativar o mecanismo ainda.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que o Governo não se sobrepõe ao juízo técnico da Proteção Civil na resposta ao mau tempo. Assim, apelou ao respeito pelo veredito técnico e criticou o oportunismo político.
Rangel reforçou que a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil depende de regras técnicas e da avaliação da Proteção Civil. O Governo pretende seguir as recomendações técnicas que emergem do terreno, sem distorcer leituras políticas.
O chefe da diplomacia sublinhou que o juízo técnico deve orientar as decisões, evitando que pressões políticas condicionem a resposta às cheias e ao mau tempo. Afirmou ainda que responsabilidades técnicas devem prevalecer, em momentos de crise.
Se a Proteção Civil indicar a necessidade de acionar o mecanismo europeu, a medida será tomada de forma imediata, explicou. O objetivo é responder de forma rápida e adequada aos desenvolvimentos climáticos.
A Comissão Europeia indicou que o Mecanismo de Proteção Civil pode oferecer apoio, como desumidificadores e geradores, caso Portugal solicite. Até ao momento, não houve pedido formal por parte do Governo.
José Manuel Moura, presidente da Proteção Civil, afirmou que não se justifica ativar o mecanismo europeu neste momento, alegando que Portugal ainda não esgotou a capacidade de resposta. O debate permanece em aberto, com avaliações em curso.
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