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Cinco esclarecimentos sobre as subvenções das presidenciais

Cinco candidatos ultrapassam os cinco por cento, garantindo subvenção pública total de 4,18 milhões de euros, sem influência da segunda volta

André Pestana, Jorge Pinto, Antonio Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, Luis Marques Mendes, Andre Ventura, João Cotrim Figueiredo, Manuel João Vieira e Humberto Correia durante o debate televisivo com todos os candidatos às eleições presidenciais, Lisboa, 6 de janeiro de 2026. A RTP organiza um debate com os 11 candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro, moderado pelo jornalista Carlos Daniel. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
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  • Cinco candidatos ultrapassaram a barreira dos 5% dos votos, garantindo subvenção pública em Belém, pelo que as presidenciais viraram recorde de beneficiários.
  • O montante total disponível de subvenção pública é de 4,18 milhões de euros, com 80% distribuídos consoante a votação e 20% repartidos por igual entre os cinco candidatos com mais de 5%.
  • A distribuição provisória já definida aponta os seguintes valores: António José Seguro 1.271.095,74 euros; André Ventura 1.001.483,89 euros; João Cotrim de Figueiredo 735.066,60 euros; Henrique Gouveia e Melo 604.318,48 euros; Luís Marques Mendes 568.035,29 euros.
  • O teto de despesas para os candidatos na segunda volta aumenta 25% (até 5,225 milhões de euros), mas isso não altera o valor da subvenção, que depende essencialmente dos votos obtidos na primeira volta.
  • As regras determinam que a subvenção não pode exceder as despesas efetivamente realizadas, com a fiscalização da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, e com prazos para prestações de contas após a eleição.

Cinco respostas sobre as subvenções das presidenciais mostram que o financiamento público continua a depender do desempenho dos candidatos. O pleito de 18 de janeiro igualou o recorde de 2006, com cinco candidatos acima de 5% dos votos.

O montante total em disputa é de 4,18 milhões de euros, o maior já visto em presidenciais. Contudo, o valor por candidato não é o suficiente para cobrir as despesas previstas por quem chegou a esse patamar, especialmente porque houve mais candidatos com direito ao apoio público.

Mesmo sem a eleição de um novo Presidente, todos os candidatos considerados podem analisar as contas, uma vez que a segunda volta não altera o apoio estatal aos candidatos. O layout orçamental foi definido pela lei vigente.

Como se calcula o valor que cada candidato receberá?

A distribuição do financiamento depende de duas partes: um valor fixo por candidato acima de 5% e o restante, conforme o voto obtido na primeira volta. O teto máximo de despesas para cada candidato sobe com a segunda volta, para 5,225 milhões de euros.

A lei permite que até 80% do valor máximo seja atribuído, resultando num bolo de 4,18 milhões de euros. Um quinto do montante é dividido igualmente entre os candidatos com mais de 5% dos votos, e o restante é distribuído pela votação obtida.

Distribuição entre os candidatos acima de 5%

Segura, Ventura, Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes receberam 167.200 euros cada, correspondentes a 4% do total para os cinco candidatos. O remanescente, 3.344.000 euros, é induzido pela votação na primeira volta.

Segundo dados preliminares da secretaria-geral da Administração Interna, as seguintes subvenções já resultaram para cada candidato:

  • António José Seguro: 1.271.095,74 euros
  • André Ventura: 1.001.483,89 euros
  • João Cotrim de Figueiredo: 735.066,60 euros
  • Henrique Gouveia e Melo: 604.318,48 euros
  • Luís Marques Mendes: 568.035,29 euros

Comparação com as projeções dos candidatos

Seguro estimou receber 1.092.720 euros e acabou acima desse valor. Marques Mendes previa 1 milhão, ficando aquém do esperado face aos resultados efetivos. Gouveia e Melo apontou para 700 mil euros, ficando próximo do montante final.

Ventura esperava 400 mil euros, tendo superado em mais de 600 mil euros o previsto. Cotrim de Figueiredo projetou 350 mil euros e acabou por receber o dobro, ainda que a campanha não tenha atingido as despesas orçamentadas.

Entre os candidatos de esquerda, alguns não chegaram ao limiar de 5%, não recebendo subvenção, mesmo dando-se como certo o estudo de orçamentos anteriores. Os montantes finais são sujeitos ao escrutínio da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) e à verificação de despesas declaradas.

Observações sobre o funcionamento das subvenções

A subvenção não pode exceder o valor das despesas realizadas, incluindo apenas gastos nos seis meses anteriores à eleição. A ECFP fiscaliza as contas, com mandatários financeiros responsáveis por aceitar donativos, receber receitas e controlá-las. Pagamentos acima de 522,5 euros devem ser identificados, via cheque ou transferência.

As despesas devem ser discriminadas por categorias e acompanhadas de comprovativos. Os candidatos devem comunicar ações que envolvam custos acima do salário mínimo. As primeiras duas semanas após a publicação dos resultados asseguram o adiantamento de parte do valor ao Presidente da Assembleia da República. A auditoria ocorre nos 60 dias seguintes, com possibilidade de sanções em caso de incumprimento.

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