- André Ventura afirmou, em Ourém, que divulgará a lista de donativos da campanha no site oficial, tornando tudo “clarinho como a água”.
- A promessa de transparência foi relembrada após críticas levantadas na pré-campanha de dezembro e refere-se à divulgação de donativos à campanha do Palácio de Belém.
- A divulgação far-se-á assim que existirem donativos recebidos e atribuídos, com acesso público e escrutínio.
- A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos indicou, em análise aos financiamentos de 2021, irregularidades na candidatura de Ventura, incluindo donativos sem comprovativo.
- O relatório aponta 20.040 euros de donativos sem documento de apoio e 9.200 euros sem origem identificável; a ECFP mencionou a possibilidade de aplicação de coima, ainda em processo de decisão.
André Ventura garantiu nova vez que a lista de donativos da sua campanha presidencial será tornada pública, com o objetivo de manter tudo “claro como água”. A promessa foi reiterada durante uma ação de campanha junto ao Mercado Municipal de Ourém, no distrito de Santarém.
O candidato e líder do Chega disse que a divulgação ocorrerá no site oficial da campanha, assim que os donativos estiverem disponíveis e devidamente atribuídos. Afirmou ainda que a plataforma facilitará o escrutínio por parte do público.
Ventura recordou que já tinha feito o compromisso em 20 de dezembro, durante a pré-campanha, em reação a críticas sobre transparência ligadas aos donativos. Garantiu disponibilidade para divulgar a lista a qualquer momento, desde que haja donativos operacionais.
Contexto e desdobramentos
A temática surge num contexto de escrutínio sobre transparência nas campanhas. Em 2021, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) identificou irregularidades, incluindo deficiências na prestação de contas, gastos não refletidos e ausência de registo de alguns donativos. O relatório de 2024 reforça preocupações sobre documentação de origem de doações.
Segundo a ECFP, havia 20 040 euros em donativos sem suporte documental. Entre os valores, 9 200 euros tinham origem não identificada, o que coloca em questão a legalidade de parte das doações recebidas pela candidatura. A entidade informou ter decidido aplicar uma coima a Ventura, decisão que foi objeto de recurso junto do Tribunal Constitucional.
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