- O secretário-geral do Partido Socialista questiona quando o Governo vai implementar a unidade de gestão e coordenação da emergência hospitalar, proposta em julho por Luís Montenegro.
- O líder socialista critica o Primeiro-Ministro por não ter implementado a ideia, apesar de a necessidade ter sido admitida no Verão.
- O relatório de desempenho mostra uma queda de 20% nas cirurgias oncológicas no terceiro trimestre e um aumento de 20% nos internamentos sociais.
- Carneiro pede explicações ao Primeiro-Ministro, defende uma revisão da rede de referenciação de cuidados oncológicos e aponta falhas nas políticas sociais.
- O PS critica a possível divulgação de uma lista de cortes em equipamentos e serviços hospitalares, defendendo que não há interferência política em temas técnicos, e exorta o PM a preparar respostas.
Em julho, o secretário-geral do PS, Luís Montenegro, sugeriu a criação de uma unidade de gestão da emergência hospitalar, ideia que o partido pretende avançar. Nesta quarta-feira, José Luís Carneiro pediu explicações ao primeiro-ministro sobre quando a medida será implementada, defendendo que a resposta é urgente face às crises atuais nas urgências.
Carneiro denunciou falhas de políticas sociais associadas à saúde, apontando uma queda de 20% nas cirurgias oncológicas no terceiro trimestre e um aumento de 20% nos internamentos sociais. O líder socialista destacou que o Governo falhou o compromisso de reduzir tempos de espera para cirurgias oncológicas e pediu uma revisão da rede de referenciação dos cuidados oncológicos.
O dirigente falava em Setúbal, à margem de uma sessão do secretariado nacional do PS, durante um roteiro dedicado à coesão territorial. O PS reforçou a avaliação de que o Governo investiu menos na saúde nos últimos anos e que o Primeiro-Ministro tem de responder pela gestão das políticas em vigor, especialmente após críticas dirigidas à ministra da Saúde.
Contexto e reação
Nesta análise, Carneiro criticou ainda as promessas feitas durante a campanha eleitoral e desafiou o Governo a explicar as razões da quebra de desempenho. Foram referidas cortes orçamentais no Ministério da Saúde, com alegações de redução de investimento em bens e serviços. O líder socialista reiterou a necessidade de resposta governamental clara, em especial para reduzir atrasos e melhorar a retaguarda para idosos.
Perspetivas para o setor
O debate ocorreu num momento em que os dados de desempenho do setor de saúde mostram sinais de fragilidade. O PS aponta que as políticas sociais de apoio aos pacientes e aos cuidadores precisam de reforço, enquanto o Governo sustenta o esforço público para requalificar unidades de saúde e ampliar a rede de urgências, com foco na melhoria da resposta às populações mais afetadas.
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