- Torres Couto, antigo secretário-geral da UGT e ex-deputado do PS, ficou tetraplégico após acidente na autoestrada entre Setúbal e Lisboa, há duas semanas.
- O cinto de segurança salvou-lhe a vida, mas deixou-lhe lesões irreversíveis; a mulher não sofreu ferimentos graves.
- Couto descreve dores intensas, alegando sentir “300 ou 400 choques elétricos” por momento, e disse ter temido pela morte da companheira.
- O condutor do outro veículo pediu perdão, segundo relatos à CNN Portugal.
- O antigo dirigente sindical defende campanhas mais agressivas contra o uso de telemóveis ao volante e vigilância mais rígida sobre esse fenómeno.
Torres Couto, antigo secretário-geral da UGT e ex-deputado do PS, ficou tetraplégico depois de um acidente na autoestrada entre Setúbal e Lisboa, há duas semanas. O choque ocorreu numa zona de chuva intensa, com o veículo da mulher à frente a ser atingido por um carro em despiste. O cinto de segurança evitaram ferimentos graves imediatos, mas as lesões são irreversíveis.
O relato do 78 anos descreve quedas e deslocamentos ao longo da faixa central, com o choque a provocar uma sequência de movimentos que terminou numa colisão com outro veículo. A mulher de Torres Couto teve ferimentos leves, mas o motorista do outro carro pediu perdão dentro da ambulância. O antigo dirigente afirma ter sentido dor extrema e perda de sensibilidade no pescoço.
O estado atual envolve um combate pessoal pela recuperação motora, com apoio da família e de profissionais de saúde. O político afirma que a experiência o obriga a reconsiderar hábitos de condução e a apoiar medidas públicas para reduzir acidentes. Defende campanhas mais firmes contra o uso do telemóvel ao volante e maior vigilância sobre condutores.
Desdobramentos e protestos por políticas de segurança
Couto sugere alterações na percepção pública sobre condução em condições adversas, associando-as a fatores como chuva e distrações tecnológicas. O caso reacende debates sobre campanhas de prevenção rodoviária e fiscalização, sem indicar datas para mudanças legislativas. As informações foram recolhidas pela CNN Portugal.
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