- Os EUA atacaram o navio M/V Lian Star que tentava romper o bloqueio aos portos iranianos, perto do Estreito de Ormuz.
- O Centcom identificou o navio a navegar em águas internacionais em direção a um porto iraniano no Golfo de Omã e emitiu mais de 20 avisos sobre a violação do bloqueio.
- A aeronave militar disparou contra a sala de máquinas, deixando o navio inutilizado; o barco deixou de navegar em direção ao Irão.
- O navio navegava sob bandeira da Gâmbia; o Centcom lembra que já imobilizaram cinco navios comerciais e desviaram 116 para cumprir o bloqueio.
- A tensão persiste, com um acordo preliminar para prorrogar a trégua e permitir passagem pela zona, mas Washington mantém sanções contra navios e entidades ligados ao petróleo iraniano.
O Exército dos EUA atacou um navio que tentava romper o bloqueio aos portos iranianos, junto ao Estreito de Ormuz. A ação ocorreu este sábado, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
O Centcom identificou o M/V Lian Star a navegar em águas internacionais, com destino a um porto iraniano no Golfo de Omã. Foram emitidos mais de 20 avisos sobre o incumprimento do bloqueio; os comandos não foram atendidos e uma aeronave disparou contra a sala de máquinas, tornando o barco inoperante. O navio deixou de avançar para o Irão, afirma o Centcom.
O navio encontrava-se sob bandeira da Gâmbia, país com registo marítimo aberto. O Centcom recorda que já imobilizou cinco navios comerciais e desviou 116 para cumprir o bloqueio imposto ao Irão.
Contexto político e operacional
O bloqueio aos portos iranianos foi imposto pelo presidente Donald Trump em abril, em resposta à recusa de Teerão em reabrir o Estreito de Ormuz. A região continua tensa, mesmo após uma trégua indefinida e negociações para uma possível melhoria do cenário.
As negociações entre Washington e Teerão incluem uma possível extensão da trégua e a garantia de passagem pela zona, mas persiste a pressão de sanções sobre navios e entidades associadas ao petróleo iraniano. Apesar de um acordo preliminar, as divergências entre as partes dificultam avanços presenciais desde o cessar-fogo assinado em 8 de abril.
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