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Seguro critica quem usa 25 de novembro para atacar o 25 de Abril

Seguro afirma que 25 de novembro não pode igualar o 25 de abril e defende comissão para o 50.º aniversário, associando o tema à saúde pública

Seguro critica quem usa 25 de novembro para atacar o 25 de Abril
  • António José Seguro afirmou que as comemorações do 25 de novembro não podem igualar-se às do 25 de abril e defendeu datas que unam o povo.
  • O Governo aprovou, a 28 de agosto, a criação de uma comissão para promover as celebrações do 50.º aniversário do 25 de novembro de 1975, com nove membros.
  • Seguro falava à margem da apresentação do livro “O 25 de Novembro — Memórias de um Capitão de Abril” na Associação 25 de Abril, em Lisboa.
  • O candidato disse que o 25 de Abril foi um ato fundacional que inaugurou a liberdade e a democracia e pediu que se encontrem datas que unam a nação, afirmando que se candidata para unir, não para dividir.
  • Sobre saúde, reforçou a necessidade de passar das palavras aos atos e disse que, no primeiro ano, reunirá partidos, Governo, parlamento e profissionais de saúde para encontrar soluções que melhorem o acesso aos cuidados.

António José Seguro afirmou nesta quarta-feira que as comemorações do 25 de novembro não podem igualar-se às da Revolução dos Cravos, defendendo datas que unam o povo. O candidato presidencial lançou a ideia de uma comissão para o 50.º aniversário do 25 de novembro de 1975 e abordou questões de saúde pública.

Seguro falou aos jornalistas à margem da apresentação do livro O 25 de Novembro — Memórias de um Capitão de Abril, na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa. Pediu que se encontrem datas que contribuam para a coesão nacional, destacando que o 25 de Abril é o ato fundacional da liberdade e da democracia.

O candidato sublinhou que o 25 de novembro merece ser comemorado, mas não deve ser visto como igual ao 25 de Abril. Questionado sobre a comissão governamental para as celebrações do 50.º aniversário, afirmou a importância de um processo suprapartidário e integrado nos mecanismos da defesa e da Assembleia da República.

Seguro acrescentou que a política atual não pode alimentar extremismos ou divisões. Garantiu que, se for eleito, pretende unir forças políticas, governo e parlamento para encontrar soluções que promovam a democracia estável e o bem-estar público.

No âmbito da saúde, o candidato reiterou que é necessário passar das palavras à prática. Definiu que, no primeiro ano de mandato, trabalhará com os partidos, o governo e os atores da área para assegurar o acesso atempado aos cuidados de saúde, com foco numa resposta eficaz às necessidades dos cidadãos.

Comissão para o 50.º aniversário e saúde pública

A criação de uma comissão para promover as celebrações do 50.º aniversário do 25 de novembro foi aprovada pelo Governo em 28 de agosto. A comissão contará com nove membros, incluindo um presidente designado pelo Ministério da Defesa e três vice-presidentes indicados pelo Presidente da Assembleia da República, após consulta aos partidos com assento parlamentar.

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