- Peter Sullivan foi condenado em 1986 pelo homicídio de Diane Sindall e passou 38 anos encarcerado após interrogatórios sem advogado.
- Em dois mil e vinte e três, testes de ADN provaram a sua inocência e, em maio de dois mil e vinte e cinco, foi libertado.
- Surgem novas alegações de agressões durante o interrogatório e pedidos de desculpas; pode haver indemnização de até 1,3 milhão de libras.
- O caso de Diane Sindall permanece sob reabertura, sem detenções associadas até o momento.
- A polícia de Merseyside afirmou não ter conhecimento de agressões ou ameaças, indicando que o aconselhamento legal foi recusado nas primeiras entrevistas.
Peter Sullivan, condenado em 1986 pelo homicídio de Diane Sindall, no Reino Unido, foi libertado em maio de 2025 após 38 anos na prisão. A libertação ocorreu após testes de ADN de 2023 validarem a sua inocência, revelando falhas graves no processo de confissão obtida sob interrogatórios sem advogado.
Sullivan, hoje com 68 anos, afirma ter sido submetido a interrogatórios agressivos e a confissões forçadas. Em entrevista à BBC, descreveu repetidos episódios de resistência física, privação de alimentação e pressão para admitir crimes que alegadamente não cometeu. O caso de Diane Sindall permanece sob reabertura, com investigação ativa de novas hipóteses.
A polícia de Merseyside negou conhecer alegações de agressões na época, mantendo que não há registos dessas situações. O Ministério Público já abriu caminhos para possível indemnização ao condenado, com teto de até 1,3 milhões de libras, conforme legislação britânica para condenações injustas. O caso de Diane Sindall depende de novas evidências e não houve detenções recentes.
Contexto do caso: Diane Sindall, de 21 anos, foi encontrada seminua num beco em Birkenhead, em 1986. Roupas foram localizadas posteriormente em zona de arvoredo, a uma distância, e testemunhos recolhidos após reportagem contribuíram para a detenção de Sullivan. O histórico de 22 interrogatórios em quatro semanas acompanhou o processo de condenação.
A reavaliação de 2023, por comissão de casos criminais, levou aos testes de ADN das amostras do corpo, que indicaram inocência. Em maio de 2025, o juiz ordenou a libertação de Sullivan. A vítima permanece objeto de reabertura investigativa, com sem novas detenções anunciadas até ao momento.
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