- França interceptou, no início da semana, o petroleiro Deliver, da frota fantasma russa, ao largo da Sicília.
- O navio foi abordado em violação do direito marítimo; Macron mostrou imagens de militares a bordo e a revistar o navio.
- A Direção Principal de Informações da Ucrânia indica que o Deliver tem bandeira de Camarões e participa na exportação de petróleo russo desde 2024, operando principalmente no Báltico e no Mar Negro.
- A frota fantasma é usada pela Rússia para contornar sanções energéticas, recorrendo a estruturas de propriedade complexas e a bandeiras de conveniência.
- A ação de hoje surge semanas depois de o Reino Unido ter interceptado o petroleiro Smyrtos, no Canal da Mancha; Macron afirma que a medida mostra a determinação europeia em impedir o contorno de sanções.
No início desta semana, forças francesas intercetaram um petroleiro da frota fantasma russa ao largo da Sicília. O navio, chamado Deliver, navegava em violação do direito marítimo, segundo o presidente Emmanuel Macron. As imagens divulgadas mostram militares a abordar e a revistar o cargueiro.
Macron indicou, via redes sociais, que a operação decorreu com o envolvimento da Marinha francesa, sem detalhar o número de militares ou de meios usados. As filmagens parecem registar a embarcação a ser inspecionada no mar Mediterrâneo.
O navio Deliver
De acordo com a Direção Principal de Informações da Ucrânia, o Deliver tem bandeira camaronesa e participa na exportação de petróleo russo desde 2024, operando principalmente a partir de portos no Baltico e no Mar Negro. A frota fantasma utiliza estruturas de propriedade, bandeiras de conveniência e outras táticas para ocultar a origem da carga.
A frota fantasma é usada pela Rússia para contornar sanções internacionais que visam restringir o setor energético. As estruturas complexityadas dificultam rastrear a proveniência dos bens energéticos e financiam o esforço de guerra.
Contexto europeu
A operação francesa surge dias após o Reino Unido anunciar que intercetou e abordou o petroleiro Smyrtos, da mesma frota, no Canal da Mancha. As autoridades britânicas descreveram a ação como com duração de seis horas, envolvendo Royal Marines, a Agência Nacional do Crime, helicópteros e aviões, com apoio de navios da Marinha Real.
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