- A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que apenas as rotas anunciadas pela República Islâmica do Irão são autorizadas para atravessar o estreito de Ormuz, considerando ilegal qualquer navegação fora delas.
- O IRGC rejeitou o corredor temporário de Omã, dizendo que é perigoso, sem aviso prévio nem coordenação com o Irão.
- Navios que utilizavam o corredor sul de Omã teriam sido avisados pela Marinha do IRGC; alguns recuaram para o Golfo Pérsico.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no GCC que Washington não aceitará taxas ou portagens pelo uso do estreito, independentemente da designação.
- Omã disse que futuros arranjos para o estreito não incluirão taxas; dados de navegação indicam normalização gradual do tráfego, com várias travessias recentes.
O Irão avisou os navios que atravessam o estreito de Ormuz que devem usar apenas as rotas designadas pela República Islâmica. O anúncio, feito pela Guarda Revolucionária (IRGC), vem em resposta ao corredor temporário proposto por Omã junto à sua costa. A mensagem garante que navegação fora dessas rotas é ilegal e perigosa.
O IRGC declarou que as rotas autorizadas são aquelas anunciadas pelo Irão e que qualquer desvio é considerado proibido. O comunicado acusa o corredor sul de Omã de ser inaceitável e sem coordenação com Teerão. A Força iraniana não detalhou as medidas a tomar contra infratores.
Navios petroleiros alinhados com o IRGC teriam regressado ao Golfo Pérsico após receber avisos da Marinha iraniana, segundo fontes associadas ao IRGC. Em contrapartida, a Coreia do Sul informou que cinco navios de empresas sul-coreanas deixaram o estreito com sucesso, mantendo o tráfego estável.
Perspectiva internacional e reação
Benyamin Saeedi, técnico da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano, afirmou que o controlo da via marítima está nas mãos das forças iranianas e alertou para respostas firmes a erros de cálculo. O objetivo, segundo ele, é manter a autoridade sobre o estreito.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) que Washington não aceitará quaisquer taxas, independentemente da designação. Rubio disse que o estreito não pertence a nenhum país e que o acordo não deve comprometer a segurança regional.
Omã reiterou que futuros arranjos para o estreito não incluirão taxas de trânsito, segundo palavras do ministro omani de Negócios Estrangeiros, Sayyid Badr Al Busaidi. O ministro destacou a obrigação de apoiar a navegação conforme o direito internacional e a UNCLOS.
Dados de tráfego e contexto regional
Dados da Organização Marítima Internacional indicam uma normalização gradual do tráfego, com variações diárias no número de navios a atravessar o estreito. Na semana anterior, 125 navios cruzaram a área, rondando a média anterior de trânsito anual.
Analistas apontam que operadores buscam recuperar cargas retidas durante o período de maior tensão na região. O Brent, referência petrolífera, recuou para mínimos recentes, refletindo ajustes no mercado de energia.
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