- Os líderes do G7 reafirmaram o apoio à soberania da Ucrânia e concordaram em aumentar a pressão sobre Moscovo para negociar o fim da guerra, incluindo novas sanções ao petróleo russo.
- A conclusão foi anunciada no final da sessão da cimeira dedicada à Ucrânia, com Zelensky presente como convidado.
- Fontes diplomáticas sugerem que as novas medidas poderão mirar as exportações russas de petróleo, após o reabertura do estreito de Ormuz.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a evolucão do conflito e afirmou que a dinâmica atual favorece Kiev, mantendo a hospitalidade de um novo encontro bilateral com Zelensky.
- Washington manteve, entretanto, a versão de que a pressão sobre a Rússia exige assegurar que a Ucrânia permaneça com capacidades militares, incluindo defesa aérea, e que os europeus financiam grande parte do armamento, com os EUA a fornecer informações estratégicas.
Os líderes do G7 reafirmaram o apoio à soberania da Ucrânia e acordaram manter pressão sobre a Rússia para chegar a negociações que encerrem a guerra, incluindo a introdução de novas sanções. A decisão foi tomada no final da reunião dedicada à Ucrânia, que decorreu em Évian, França.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky participou como convidado e recebeu garantias de apoio político e militar dos sete países mais industrializados. No encontro, Trump afirmou que as forças ucranianas já não recuam e que o terreno militar é mais favorável a Kiev, destacando o momento como decisivo para negociações.
Pressão económica e contexto energético
Fontes diplomáticas indicaram que a pressão sobre Moscovo pode passar pela expansão de sanções às exportações russas de petróleo, especialmente após o possível reabertura de vias como o estreito de Ormuz, cuja interrupção impactou os mercados globais de energia.
Dinâmica entre Estados‑Unidos e Ucrânia
Foi informado que um segundo encontro bilateral entre Trump e Zelensky deverá ocorrer ainda durante a cimeira, que termina na quarta-feira. Macron recebeu Zelensky antes de o encontro principal, num sinal de reforço de parceria com Kiev.
Trump, acompanhado pelo emir do Qatar, afirmou que a Rússia deveria chegar a um acordo para pôr fim ao conflito, com base nas perdas significativas de ambos os lados. O líder norte‑americano indicou que ainda procura avançar noutras frentes diplomáticas, incluindo outras negociações regionais.
Papel militar e financiamento
Os líderes concordaram que a manutenção da pressão sobre a Rússia exige que a Ucrânia preserve as suas capacidades militares, incluindo defesa aérea. Atualmente, a maior parte do financiamento de armamento é assegurada por países europeus, com os EUA a manter um papel relevante em informação e vigilância.
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