- O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, pediu em Lisboa que os países europeus se unam para reforçar a defesa da UE, com liderança coordenada.
- A expansão da agressão russa contra a Ucrânia e o recuo dos Estados Unidos na presença europeia foram apontados como sinais de uma crise de defesa e segurança.
- Kubilius destacou a fragmentação das indústrias de defesa, 27 políticas e 27 orçamentos nacionais, defendendo uma abordagem de coordenação de cima para baixo para fortalecer a capacidade europeia.
- Defendeu a possibilidade de uma União Europeia de Defesa como plataforma para países interessados em aprofundar a integração, incluindo a possibilidade de acolher o Reino Unido ou a Noruega.
- Destaque também para a importância da cooperação com aliados, lembrando que o exército ucraniano é um dos mais fortes da Europa e que a defesa deve evoluir para além de iniciativas de baixo para cima.
O comissário europeu para a Defesa e o Espaço afirmou em Lisboa que a UE deve unir-se para reforçar a defesa do bloco, em especial perante a agressão russa na Ucrânia e a redução prevista da presença norte-americana na NATO. A intervenção ocorreu durante a The Lisbon Conference, organizada por NOW e Barroso.
Kubilius destacou que há 27 políticas, 27 orçamentos e 27 exércitos nacionais, o que impede ganhar escala produtiva. O responsável europeu apontou a necessidade de coordenação e liderança de cima para baixo para tornar a defesa europeia mais eficaz.
O comissário sublinhou que a defesa continua a ser prerrogativa de cada Estado, mas apontou para um modelo com maior integração de capacidades. Também sugeriu explorar a participação de países como o Reino Unido ou a Noruega para fortalecer a UE.
Propostas e perspetivas de aliados
Theresa May defendeu uma cooperação mais estreita com aliados europeus, dentro da NATO, para acelerar a defesa europeia. A antiga líder britânica mostrou-se otimista quanto a um maior envolvimento do Reino Unido em atividades de defesa da Ucrânia.
Aznar, ex-primeiro-ministro espanhol, considerou a UE e a NATO mais relevantes do que nunca face a políticas americanas, criticando a atual liderança europeia por não refletir sobre o momento estratégico. Dzurinda apelou a ação contínua da comunidade para reforçar a segurança comum.
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