- As filas de passagem de fronteira nos aeroportos europeus para cidadãos fora do espaço Schengen podem chegar a 3,5 horas, e não há indemnização se o voo for perdido.
- Em Lisboa, o aeroporto abriu mais espaço físico e electrónico para controlo de fronteiras na tentativa de reduzir o tempo de espera.
- O Sistema de Entrada/Saída da União Europeia substitui carimbos por registos digitais; o registo biométrico pode acelerar o processo, especialmente com opções de self-service.
- Após o primeiro registo biométrico, as visitas seguintes costumam ser mais rápidas, com apenas verificação de impressões digitais e fotografia ou uso de self-service.
- Em Portugal, foram aumentados os cubículos e portas electrónicas; a PSP também foi reforçada. Se perder o voo por demora no controlo, não há indemnização; é aconselhado chegar cedo consultando a transportadora e o aeroporto.
Aeroportos europeus registam tempos de espera de fronteira superiores a 3,5 horas para cidadãos fora do espaço Schengen. Em Lisboa, a situação preocupa passageiros, com perdas de voos sem direito a indemnização. A ANAC aponta para médias europeias semelhantes.
Aumento de tempo deve-se ao novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE, que substitui carimbos por registos digitais. Dados como nome, data de nascimento, fotografia e impressões digitais ficam armazenados num ficheiro digital. Registos antecipados podem acelerar o processo.
Quem está envolvido envolve a União Europeia, operadores aeroportuários, autoridades nacionais e a PSP. Em Lisboa, a infraestruturas de controlo foram reforçadas com mais cubículos e portas electrónicas para reduzir tempos de espera.
O que mudou para haver filas maiores? O sistema EES, ainda em implementação, é apontado pela ACI Europe como causa de atrasos e saturação. Em várias
aeroportos, incluindo o de Lisboa, a falta de pessoal e falhas técnicas agravam o cenário, especialmente em horários de pico.
Portugal faz ajustes rápidos, aumentando postos de controlo e portas electrónicas no Humberto Delgado. O aeroporto passa a ter mais 34 postos de controlo nas chegadas e 18 nas partidas, com 32 portas electrónicas nas chegadas.
Se perder o avião, há indemnização? Não. A ANAC clarifica que demoras no controlo de fronteiras não geram direito a indemnização ou assistência, segundo o Regulamento 261/2004. A transportadora não é responsável pelo atraso.
Como evitar problemas? A ANAC aconselha confirmar a antecedência junto da transportadora e do aeroporto. Registo biométrico facilita algumas viagens subsequentes, mas não dispensa o controlo de passaportes.
EES: registo biométrico repetido reduz tempos? Sim. Primeiro registo implica verificação adicional, mas passagens seguintes tornam-se mais rápidas, com apenas impressão digital e foto a serem validadas. O auto-registo pode acelerar o processo quando disponível.
O que esperar no verão? A ACI Europe antecipa um verão particularmente difícil, com tempos de espera ainda a exigir ajustes operacionais e maior disponibilidade de pessoal. Portugal tem reforços em curso para mitigar impactos.
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