- O caso Saco Azul foi oficialmente arquivado após o Ministério Público prescindir de recorrer da sentença.
- A decisão absolveu todos os arguidos, incluindo Benfica SAD, Benfica Estádio, Luís Filipe Vieira, Domingos Soares Oliveira e Miguel Moreira.
- A 23 de abril, o Tribunal Central Criminal de Lisboa já tinha absolvido também José Bernardes, José Raposo e Paulo Silva.
- O processo punha a dano um alegado esquema entre 2015 e 2018 envolvendo contratos fictícios de consultoria informática que teriam retirado mais de 1,8 milhões de euros do Benfica.
- O juiz considerou que a decisão poderia ter sido diferente com uma perícia forense adequada no início da investigação, salientando dúvidas sobre as atividades das empresas de José Bernardes.
O Ministério Público decidiu não recorrer da absolvição no caso conhecido como Saco Azul, pondo fim ao processo que se arrastava há uma década. O acórdão, concluído pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa, absolveu a Benfica SAD, a Benfica Estádio, Luís Filipe Vieira, Domingos Soares Oliveira e Miguel Moreira.
Segundo fontes relacionadas com o processo, o prazo para interpor recurso expirou e o MP optou por não recorrer do acórdão que absolveu os arguidos. O desfecho ocorreu após julgados em 23 de abril, quando a nota de imprensa judicial confirmou a absolvição de todas as partes citadas, incluindo José Bernardes, José Raposo e Paulo Silva.
Contexto do caso e considerações do tribunal
O processo, aberto entre 2015 e 2018, envolveu alegados contratos fictícios de consultadoria informática que teriam permitido ampliar mais de 1,8 milhões de euros retirados do Benfica, com retorno de parte ao clube. O presidente do coletivo de juízes afirmou que o resultado poderia ter sido diferente se tivesse existido uma perícia forense no início da investigação, destacando a dificuldade em identificar com precisão as ações de cada interveniente.
O presidente do Benfica, Rui Costa, reagiu ao veredicto valorando o efeito negativo da contenda no clube ao longo de 10 anos, reconhecendo que o Benfica foi ilibado pelo veredito, mas que o processo teve impacto desportivo e de imagem. A decisão encerra um capítulo prolongado para as responsáveis entidades desportivas envolvidas.
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