- Os ministros da Energia da UE, reunidos em Chipre, reconheceram a importância do armazenamento de energia para a transição energética e a necessidade de evitar o desperdício de energia limpa por falta de infraestruturas.
- Debateram a dependência do bloco em relação ao armazenamento fabricado na China, face à expansão rápida de energia eólica e solar e ao desenvolvimento insuficiente de infraestruturas de armazenamento.
- Baterias de iões de lítio dominam o mercado europeu, mas foram aprovadas várias outras tecnologias de armazenamento, incluindo hidroelétrico e térmico.
- O ministro da Energia cipriota afirmou que aumentar a capacidade de armazenamento é essencial para estabilidade da rede e preços mais estáveis; o ministro da Energia da Lituânia destacou que, em Vilnius, foi instalada mais de 1 gigawatt de capacidade de armazenamento.
- O armazenamento foi enquadrado como setor industrial estratégico, com foco na produção nacional de tecnologias limpas e na redução de riscos associados à dependência externa, num contexto de competição global e políticas como a Lei de Redução da Inflação dos Estados Unidos.
Durante a reunião oficial em Chipre, os ministros da Energia da UE discutiram o papel do armazenamento de energia na transição energética do bloco. O objetivo é reduzir a dependência externa e evitar desperdícios de energia produzida a partir de fontes renováveis.
A reunião ocorreu na quarta-feira, numa altura em que a UE expande a produção de energia limpa. A falta de infraestruturas de armazenamento ameaça a estabilidade da rede e pode provocar congestionamentos e volatilidade de preços.
Os ministros destacaram a dominância de baterias de iões de lítio, muitas fabricadas na China. Dados da Wood Mackenzie apontam para mais de 80% do armazenamento residencial e quase 88% das importações de baterias de lítio virem de empresas chinesas.
Armazenamento como setor estratégico
Foi sublinhado que várias tecnologias de armazenamento devem ser apoiadas, incluindo hidroelétrico e térmico, para complementar as baterias. Um documento visto pela Euronews detalha a necessidade de diversificação tecnológica.
O ministro cipriota Michael Damianos afirmou que aumentar a capacidade de armazenamento é essencial para a estabilidade da rede e para reduzir a volatilidade dos preços. O ministro lituano Žygimantas Vaičiūnas citou exemplos de investimento recente em Vilnius.
Contexto geopolítico e planos nacionais
Os líderes reiteraram a importância de infraestruturas para manter a credibilidade climática e a competitividade. O comissário Dan Jørgensen indicou que 2024 foi um ano recorde em novas capacidades, mas insuficiente face às metas.
Governação e soberania energética aparecem como desafios, uma vez que a UE procura maior coordenação entre Estados-Membros. A Suécia anunciou planos para suspender novos cabos para a Dinamarca, gerando tensões com Bruxelas.
Damianos pediu ação coordenada entre os Estados-Membros e aceleração da eletrificação para mitigar riscos de dependência de combustíveis fósseis importados. A iniciativa integra a Lei da Indústria de Impacto Zero adotada em 2024.
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