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Ex-braço-direito de Zelensky em preventiva por corrupção no dia de ataque a Kiev

Prisão preventiva de Andrii Iermak, ex-chefe de gabinete de Zelensky, em dia de ataque russo a Kiev e alegado esquema de desvio ligado à Energoatom

Andrii Yermak era uma das figuras mais poderosas da política ucraniana
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  • O Tribunal Superior Anticorrupção da Ucrânia ordenou a prisão preventiva de Andrii Iermak, ex-chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, por dois meses, com fiança de 140 milhões de hryvnias.
  • Iermak é suspeito de envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro ligado à empresa estatal de energia nuclear Energoatom, com alegados 86 milhões de euros desviados por contratos manipulados.
  • A investigação aponta que um grupo organizado atuou para obter entre 10% e 15% do valor de cada contrato, segundo as autoridades.
  • Iermak demitiu-se após as buscas; ministros da Justiça e da Energia também se demitiram na altura, gerando constrangimento para Zelensky.
  • Kiev foi alvo de um ataque russo maciço com 670 drones e 56 mísseis, causando pelo menos uma morte e 31 feridos, com danos em mais de vinte locais e habitações atingidas.

Andrii Iermak, ex-chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, teve a prisão preventiva aprovada pelo Tribunal Superior Anticorrupção da Ucrânia. A medida, pedida após a acusação formal desta segunda-feira, vale por dois meses. Iermak pode recorrer com uma fiança de 140 milhões de hryvnias.

A investigação aponta para um esquema de lavagem de dinheiro ligado à Energoatom, a empresa estatal de energia nuclear. Um grupo organizado teria manipulado contratos para arrecadar entre 10% e 15% do valor de cada negócio, totalizando cerca de 86 milhões de euros.

O caso envolve ainda Oleksii Chernishov, ex-vice-primeiro-ministro, que tería recebido mais de um milhão de euros usados em habitações de luxo perto de Kiev. Uma das casas destinava-se a Iermak, que se demitiu depois das buscas efetuadas ao seu domicílio.

Quando o caso tornou-se público, em novembro, os ministros da Justiça e da Energia demitiram-se. O afastamento de aliados próximos de Zelensky criou constrangimentos para o Presidente, que destacou a necessidade de cumprir o curso da UE.

Kiev sofreu um forte ataque russo pela manhã, com 670 drones e 56 mísseis. Houve pelo menos uma morte e 31 feridos. Zelensky confirmou o ataque pelo menos até ao momento, sem comentar diretamente o caso de Iermak.

As autoridades indicam que se registaram danos em mais de 20 locais, incluindo prédios residenciais. Moradores buscaram abrigo em estações de metro e abrigos. Zelensky apelou aos parceiros para não permanecerem em silêncio.

Após uma trégua de três dias para comemorações, os ataques a cidades ucranianas foram retomados. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado 36 drones ucranianos entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira.

Kiev anunciou retaliações, mantendo a defesa da capital. O cessar-fogo entre 9 e 11 de maio foi mediado pelos EUA, e foi marcado por acusações de violação de ambos os lados, sem ofensivas de larga escala.

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