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Papa critica na Guiné Equatorial a colonização de recursos minerais africanos

Papa denuncia na Guiné Equatorial a colonização de depósitos minerais africanos e o uso do poder, em tom de alerta sobre desigualdades e autodeterminação

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  • O Papa Leão XIV visitou a Guiné Equatorial, última etapa da viagem pela África, para denunciar a colonização de recursos minerais e a sede de poder do país, liderado por Teodoro Obiang Nguema desde 1979.
  • O encontro inicial decorreu com o presidente Obiang, no antigo palácio presidencial, numa visita associada ao primeiro aniversário da morte do Papa Francisco.
  • O Pontífice afirmou que a economia global, centrada no lucro, agrava desigualdades e sustenta conflitos, especialmente pela exploração de petróleo e minerais, sem respeito pelo direito internacional ou pela autodeterminação dos povos.
  • Observa-se interesse dos Estados Unidos em acesso a regiões africanas com minerais críticos, com investimento no Corredor do Lobito, para facilitar a exportação de minerais da Zâmbia e do Congo através de Angola.
  • A Guiné Equatorial utiliza o petróleo como motor económico, respondendo por quase metade do PIB e por mais de noventa por cento das exportações, embora mais da metade da população viva na pobreza; a capital Cidade da Paz ainda não transferiu totalmente os edifícios governamentais.

O Papa Leão XIV está na Guiné Equatorial, última etapa da viagem pela África, onde denunciou a colonização de recursos minerais e a sede de poder num país liderado por Teodoro Obiang Nguema desde 1979. A visita ocorre após passagem pela Argélia, Camarões e Angola.

O primeiro ato na Guiné Equatorial foi uma reunião com o chefe de Estado. Obiang, no poder há quase quatro décadas, recebeu o Papa no antigo palácio presidencial, num contexto de comemoração do primeiro aniversário da morte de Francisco.

Historicamente, o presidente que acolheu João Paulo II em 1982 volta a receber o líder da Igreja Católica, que não mencionou casos de corrupção nem a reforma da capital Cidade da Paz. O encontro destacou a importância de valores humanos na política.

O Papa criticou a desigualdade gerada pela economia global orientada ao lucro, afirmando que esse modelo intensifica conflitos armados. Segundo ele, a exploração de depósitos de petróleo e minerais tem papel relevante nesses padrões.

A afirmação de que interesses externos moldam os recursos africanos é acompanhada pela referência a potências que disputam acesso a regiões ricas em minerais. Os EUA tentam ampliar influência na região para competir com a China.

Na Guiné Equatorial, o petróleo responde por quase metade do PIB e por mais de 90% das exportações, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento. Ainda assim, grande parte da população vive na pobreza, refletindo desigualdades econômicas.

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