- A guerra na Ucrânia acelerou a adaptação da indústria taiwanesa de drones, segundo a presidente da Aerospace Industrial Development Corporation (AIDC), Jennifer Chuang.
- AIDC, responsável pelo desenvolvimento do caça IDF e líder da Aliança para Promoção de Drones, está a ajustar drones a requisitos técnicos pedidos por países europeus como a Polónia e a República Checa.
- Taiwan pretende reforçar a guerra assimétrica e manter a venda de drones e componentes no mercado internacional, mesmo sem o orçamento de defesa aprovado.
- O parlamento taiwanês ainda não desbloqueou um orçamento especial de Defesa de cerca de 39.500 milhões de dólares (33.500 euros), devido à oposição de dois grandes partidos.
- O objetivo é expandir a indústria a nível global, com vendas já ocorrendo para Estados Unidos, Polónia e República Checa, e planos de adquirir mais de 200.000 drones até 2026.
A Guerra na Ucrânia acelerou a adaptação da indústria de drones de Taiwan. AIDC diz que o conflito mostrou que ataques com drones baratos podem comprometer equipamentos caros e infraestruturas críticas, obrigando ajustes tecnológicos rápidos. A presidente da AIDC, Jennifer Chuang, explicou o impacto direto.
Durante um evento numa instalação da Aerospace Industrial Development Corporation, em Taichung, a executiva Reuters informou que a experiência de combate evidenciou a necessidade de sistemas de vigilância, sensores e veículos aéreos não tripulados mais adaptáveis. Os desenvolvimentos priorizam operações assimétricas e custos reduzidos de defesa.
Repercussões na indústria taiwanesa
Chuang indicou que países europeus aliados de Kiev, como a Polónia e a República Checa, têm pedido requisitos técnicos para adaptar drones às suas necessidades. A AIDC lidera a Aliança para a Promoção de Drones, que congrega 260 empresas locais para favorecer a internacionalização.
A presidente revelou que o setor está atento à aprovação de um orçamento especial de Defesa, embora a atividade não dependa apenas de recursos internos. Enquanto o financiamento não avança, Taiwan pode continuar a vender drones e componentes no mercado global.
Panorama estratégico e objetivos
O governo de Taiwan segue a linha de reforçar uma indústria considerada estratégica, em resposta à pressão militar da China. Relatos oficiais indicam que a ilha aposta em capacidades de guerra assimétrica para equilibrar a superioridade chinesa, com foco na mobilidade e no custo-efetividade.
O Ministério da Defesa taiwanês já anunciou medidas para reforçar capacidades assimétricas após as lições da Ucrânia. Em 2026, o governo pretende adquirir mais de 200.000 drones com o orçamento especial ainda pendente, segundo informações oficiais.
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