- O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou Donald Trump de “desequilíbrio mental” devido à guerra contra o Irão que afetou o Médio Oriente e a economia mundial.
- Ortega criticou ainda Trump por ter publicado uma imagem na qual aparece vestido de Jesus Cristo, questionando quantas curas teria realizado.
- O líder nicaraguense denunciou as sanções dos Estados Unidos contra dois dos seus filhos, alegando que o regime fica sem pessoas para sancionar.
- As declarações foram feitas numa cerimónia em Manágua, transmitida pela comunicação estatal; Ortega mantém o poder desde 2007, num contexto de acusações de autoritarismo.
- No domingo, nicaraguenses na Costa Rica e nos Estados Unidos reclamaram justiça por ocasião do oitavo aniversário de uma repressão que causou mais de trezentos mortos em Manágua, levando centenas de milhares ao exílio.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, intitulou Donald Trump de desequilíbrio mental após a guerra que o ex-primeiro-ministro norte-americano desencadeou contra o Irão, impactando o Médio Oriente e a economia global. A afirmação foi feita durante uma cerimónia em Manágua, transmitida pela comunicação social estatal.
Ortega alegou que a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos é típica de alguém que perdeu a razão e não tem a cabeça no lugar. O presidente nicaraguenho, de 80 anos, criticou ainda a gestão do conflito que começou com ataques intervenientes em Teerão e estendeu consequências a várias regiões.
O líder também comentou a publicação de Trump numa rede social onde aparece vestido como Jesus Cristo, dizendo que o ex-presidente curou pessoas apenas em imagem, questionando quantas pessoas realmente curou na prática. Esta crítica foi citada pela agência AFP.
Ortega reiterou desvalorizar as sanções impostas por Washington aos filhos dele, que acusa de controlo sobre o país. O chefe de governo afirmou ainda que o regime americano pode estar a ficar sem pessoas para sancionar, numa observação irónica sobre a política de pressão econômica.
No mesmo fim de semana, cerca de 300 pessoas participaram em manifestações na Costa Rica e nos Estados Unidos para pedir justiça por um evento violento ocorrido há oito anos numa manifestação em Manágua, que deixou várias dezenas de mortos. A repressão foi alvo de críticas internacionais.
Sob o Governo de Ortega, milhares de nicaraguenses abandonaram o país em exílio, incluindo figuras políticas, intelectuais, religiosos, estudantes, líderes sociais e jornalistas, segundo públicos relatos de organizações internacionais.
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