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Irão enforca homem acusado de ligações a Israel e de incendiar mesquita

Irão executa homem condenado por incendiar mesquita e por alegada cooperação com Israel e EUA, num contexto de protestos e aumento das execuções, conforme organizações de direitos humanos

AmirAli Mirjafari no tribunal
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  • O Irão executou Amirali Mirjafari na terça-feira por alegada cooperação com Israel e com os EUA e por incendiar a Grande Mesquita de Gholhak durante os protestos que se seguiram ao aumento do custo de vida.
  • A sentença foi confirmada pelo Supremo Tribunal e Mirjafari foi enforcado na manhã de terça, segundo a agência Mizan.
  • A Mizan descreveu-o como líder de uma rede anti-segurança associada à Mossad e como participante nos protestos de janeiro, incluindo ataques incendiários.
  • Organizações de direitos humanos denunciam confissões obtidas sob coação e salientam o aumento das execuções; a ONU aponta que pelo menos cem pessoas terão sido executadas apenas em janeiro de 2026.
  • O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, pediu aplicação mais rápida de sentenças a quem participou na agitação ou colaborou com adversários externos; o Irão mantém-se em guerra com os EUA e Israel desde 28 de fevereiro, com cessar-fogo desde 8 de abril.

Amirali Mirjafari foi executado pelo Irão, acusado de ter ajudado a incendiar uma mesquita em Teerão e de ter colaborado com Israel e com os EUA durante os protestos que antecederam a escalada de violência. A sentença foi confirmada pelo Supremo e executada na manhã de terça-feira, segundo a agência oficial Mizan.

Segundo a agência judicial, Mirjafari terá participado nos incidentes no final de dezembro, em protestos que evoluíram para confrontos a nível nacional. A nota oficial refere danos a propriedade pública e ataques incendiários com garrafas de gasolina.

A família governamental diz que Mirjafari era um dos elementos armados que colaboraram com o inimigo e que liderava uma rede anti segurança associada à Mossad. O caso surge num contexto de tensões entre Teerão eOccidente durante a atual crise regional.

Contexto de direitos humanos

Grupos de defesa dos direitos humanos alertam para pressões e confissões obtidas sob coerção no sistema judicial iraniano e para o aumento das execuções desde o início da guerra com Israel e os EUA. Amnistia Internacional é uma das organizações a emitir preocupações.

Relatora Especial das Nações Unidas para os direitos humanos no Irão indicou que, apenas em janeiro de 2026, pelo menos 100 pessoas teriam sido executadas, com relatos de maior rapidez nas punições a manifestantes e alegados opositores.

O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, pediu aplicação mais célere de sentenças contra acusados de envolvimento na agitação ou de cooperação com adversários estrangeiros, incluindo Israel e os EUA, descrevendo a situação como uma guerra interna.

O setor internacional acompanha, sem confirmações independentes, declarações de autoridades norte-americanas sobre supostas pausas em execuções. Enquanto isso, organizações de direitos humanos indicam que a repressão pode ter ganho velocidade desde o início dos distúrbios.

O Irão permanece envolvido numa guerra com os Estados Unidos e Israel desde o final de fevereiro, com um cessar-fogo frágil que vigora desde 8 de abril, com períodos de intensificação de violência em várias regiões.

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