- O Reino Unido e a Noruega monitorizaram submarinos russos no Atlântico Norte e impediram atividades maliciosas numa operação de mais de um mês.
- As embarcações foram vigiadas de perto para evitar danos em cabos submarinos e oleodutos críticos, não sendo os movimentos russos segredo, como afirmou o presidente Putin.
- Um navio de guerra britânico e uma aeronave P‑8 da Força Aérea Real, com apoio de aliados, asseguraram monitorização 24/7 dos submarinos russos.
- A operação ocorreu num contexto de crescente atividade russa no Atlântico, incluindo um submarino de ataque nuclear da classe Akula e dois submarinos do programa de investigação em águas profundas.
- O Reino Unido anunciou reforços de defesa, incluindo 100 milhões de libras em caças para submarinos e o lançamento do programa Atlantic Bastion, visando uma força naval híbrida construída no país.
O Reino Unido e a Noruega monitorizaram submarinos russos no Atlântico Norte e impediram atividades maliciosas durante uma operação que durou mais de um mês. As embarcações estavam sob vigilância próxima devido a receios de danos em cabos submarinos e oleodutos essenciais.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, explicou que os movimentos dos submarinos russos não eram secretos e que a cooperação com aliados permitiu uma monitorização contínua, com um navio de guerra britânico e uma aeronave P-8 a trabalhar 24/7. O objetivo foi impedir danos a infraestruturas críticas.
Os submarinos em foco incluíam um submarino de ataque nuclear da classe Akula e dois submarinos de investigação do programa russo Gugi, em águas profundas. Não houve provas de danos aos cabos ou gasodutos, que permanecem intactos, e as embarcações russas deixaram a área ao fim da operação, envolvendo cerca de 500 militares britânicos.
Investimento e resposta estratégica
Healey confirmou o reforço do investimento em defesa, com 100 milhões de libras atribuídas a aviões caça a submarinos e o lançamento do programa Atlantic Bastion para uma força naval híbrida construída no Reino Unido. A medida acompanha declarações do primeiro-ministro sobre uma atuação firme contra a Rússia.
A operação acontece num momento em que o Governo britânico prometeu não desviar o olhar para a atividade russa, reforçando a proteção de cabos submarinos que sustentam comunicações globais e a utilização do gás para aquecimento. Cerimónias de monitorização continuam com aliados.
Contexto e ameaças
Cabos submarinos ligam o mundo a partir de uma rede de mais de 600 cabos, com 1,4 milhões de quilómetros de extensão. O Reino Unido depende destes cabos para telecomunicações, dados e parte do abastecimento de energia. A redireção de foco para a segurança marítima tem sido uma prioridade estratégica.
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