- Astrónomos detectam dois gigantes gasosos em formação em torno da jovem estrela WISPIT 2, oferecendo visão quase real de como surgem sistemas planetários.
- O planeta WISPIT 2b, já identificado no ano passado, tem quase cinco vezes a massa de Júpiter; o novo planeta confirmado, WISPIT 2c, fica quatro vezes mais perto da estrela e tem o dobro da massa de 2b.
- O disco ao redor de WISPIT 2 é grande e estruturado, com lacunas e anéis bem definidos, esculpidos pelos planetas em crescimento.
- As observações foram realizadas com o Very Large Telescope e o interferómetro do Observatório Europeu do Sul, num dos casos mais claros de observação direta de formação de planetas.
- Os cientistas suspeitam de um possível terceiro planeta, num couro mais distante, e apontam para futuras observações com telescópios como o Extremely Large Telescope para confirmar.
Dois gigantes gasosos estão a nascer em torno da jovem estrela WISPIT 2, na observação de uma equipa internacional. O achado foi feito com instrumentos do Very Large Telescope (VLT) e do Observatório de Leiden, em observação de uma nuvem de gás e poeira. A descoberta foi publicada na The Astrophysical Journal Letters.
WISPIT 2 já era conhecida pela sua atividade, mas agora revela dois planetas em formação. O bico de chegada, WISPIT 2b, foi identificado no ano passado; o novo planeta, WISPIT 2c, confirma-se agora. Ambos são gigantes gasosos, com o disco envolvendo a estrela ainda estruturado e com lacunas definidas.
Este sistema é raro: apenas PDS 70 tinha mostrado dois planetas ainda em formação. A equipa descreve o disco de WISPIT 2 como especialmente grande e estruturado, com zonas vazias criadas pela ação dos corpos em crescimento. O estudo ressalta o potencial de observar não só um planeta isolado, mas um sistema inteiro a ganhar forma.
WISPIT 2b tem uma massa próxima de cinco vezes a de Júpiter e orbita a uma distância maior da estrela. WISPIT 2c, mais próximo, mostra-se com o dobro da massa do irmão. A observação combinou dados do VLT e do interferómetro, apoiando a identificação de ambos os corpos.
Formação de planetas em formação
A formação ocorre a partir de aglomerados gasosos que colidem e crescem, num processo descrito como bola de neve cósmica. Partículas de poeira juntam-se para formar rochas de quilómetros, que evoluem para mundos em órbita, limpando as suas trajetórias.
O disco ao redor de WISPIT 2 continua a evoluir, com os planetas a expulsar material do seu caminho. O estudo indica que o sistema pode ainda abrigar um terceiro planeta em formação, possivelmente Saturno em massa, na lacuna mais estreita e superficial.
Os investigadores destacam o papel de futuros telescópios, incluindo o Extremely Large Telescope do ESO, para obter imagens diretas de novos mundos neste tipo de sistemas. A equipa mantém a expectativa de novas descobertas na região.
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