- Ana Anes, 53 anos, filha do ex-presidente do Observatório de Segurança José Manuel Anes, é acusada pelo Ministério Público de Lisboa de homicídio simples na forma tentada, com pena prevista até oito anos de prisão.
- Agressões ao pai ocorreram a 20 de outubro de 2025, em Lisboa, e a acusação contesta a existência de plano no ataque.
- A defesa sustenta que não houve dolo e que não foi encontrado qualquer objeto corto-perfurante; aponta que não há provas de homicídio qualificado tentado.
- O Ministério Público mantém a acusação e a defesa lembra que, à época dos factos, a arguida era bipolar; o juiz de instrução já decretou inimputabilidade, segundo o advogado.
- Ana Anes continua detida no hospital-prisão de Caxias desde janeiro, com tratamento médico permanente; foram solicitados novos testes para considerar tratamento ambulatório em casa.
Ana Anes, filha do ex-presidente do Observatório de Segurança José Manuel Anes, foi acusada pelo Ministério Público de Lisboa de homicídio simples na forma tentada. A acusada, influencer e escritora de 53 anos, pode cumprir até oito anos de prisão.
A acusação, apresentada pela procuradora Felismina Franco, sustenta que as agressões contra o pai, ocorridas a 20 de outubro de 2025 em Lisboa, não decorreram de um plano. O advogado de Ana Anes, João Trindade, contesta a tese e afirma que não foi encontrado qualquer objeto corto-perfurante, o que enfraquece a acusação de homicídio qualificado tentado. A defesa lembra que, segundo o despacho, a vítima apresentava perfurações.
A Procuradoria sustenta que, na altura dos factos, já se sabia da bipolaridade da arguida e que o juiz de instrução decretou a inimputabilidade. O advogado reporta que Ana Anes continua detida no hospital-prisão de Caxias desde janeiro, com tratamento médico permanente, e que já pediu a realização de novos testes para eventual passagem para tratamento ambulatório em casa.
O CM tentou ouvir Maria Ester, mãe de Ana Anes, que a tem acompanhado nos últimos meses, sem registo de sucesso.
A acusação aponta que as agressões ocorreram em contexto de relação familiar conturbada e com alegadas referências a eventos históricos ligados ao pai. A defesa mantém que não houve dolo e que não está demonstrado um plano para homicídio. A prisão preventiva permanece em curso até decisão judicial ulterior.
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