- Vídeo filmado em Kahrizak, sul de Teerão, mostra sacos com cadáveres à porta do Centro de Diagnóstico Forense da Província de Teerão, durante protestos contra o regime.
- Organizações não governamentais, incluindo o Iran Human Rights e Hengaw, dizem que os corpos são de manifestantes.
- A ONG Iran Human Rights afirma que há um grande número de mortos nos protestos em todo o Irão.
- O Irão mantém-se em apagão informativo para evitar divulgação de dados sobre a violência nas ruas.
- Le Monde relata relatos de familiares de um manifestante morto, com autoridades a pedir identificação na morgue de Kahrizak; testemunha descreve corpos empilhados e colocados em sacos pretos no quintal.
Um vídeo divulgado neste fim de semana mostra sacos com cadáveres no meio da rua, numa zona suburbana de Teerã, durante os protestos contra o regime iraniano que já vão em mais de duas semanas.
As imagens, filmadas em Kahrizak, ao sul de Teerã, incluem à porta o Centro de Diagnóstico Forense da Província, com familiares a chorar à entrada, possivelmente a reconhecermos as vítimas.
Organizações não governamentais confirmaram a existência de corpos de manifestantes. A Iran Human Rights, com sede na Noruega, descreveu um grande número de mortos nos protestos de todo o Irão.
A ONG Hengaw apontou para um alegado crime grave no país, onde a morgue de Kahrizak é descrita como recebendo dezenas de corpos dentro e fora do edifício.
A dimensão das mortes ainda não está clara. O Irão vive um intenso apagão informativo, dificultando a divulgação de dados sobre o que se passa nas ruas.
O jornal Le Monde recolheu relatos de um jovem morto durante a madrugada de sexta-feira. Segundo familiares, as autoridades teriam contactado para identificar o corpo na morgue de Kahrizak.
Relatos a que a publicação teve acesso descrevem a entrada de familiares para reconhecerem os corpos, com testemunhos de que alguns cadáveres estavam empilhados e em sacos pretos, colocados no exterior da instalação.
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