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Congresso faz ultimato a Bill e Hillary Clinton sobre Epstein

James Comer ameaça abrir processo por desacato contra Bill e Hillary Clinton se não depor a 17-18 de dezembro ou no início de janeiro, com multa até 100 mil euros e até um ano de prisão

Observador
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  • O congressista James Comer ameaça processar por desacato Bill e Hillary Clinton se não deporem no Capitólio nos dias 17 e 18 de dezembro ou no início de janeiro; pode haver multa até 100 mil euros e até um ano de prisão.
  • A ameaça baseia-se em cartas entre o advogado dos Clinton, David Kendall, e Comer, conforme o New York Times.
  • Apenas o antigo procurador-geral William P. Barr depôs entre oito oficiais; os restantes foram dispensados pela comissão.
  • Os Clinton foram intimados pela primeira vez no início de agosto; Kendall afirma que Hillary não sabia que Alexander Djerassi era da família de Maxwell.
  • Uma foto mostra Bill Clinton junto a Epstein e Ghislaine Maxwell; registos de voos indicam quatro viagens de Clinton para fora do país entre 2002 e 2003. Kendall diz que o casal demonstrou arrependimento pela associação limitada.

O congressista republicano James Comer ameaça processar Bill e Hillary Clinton por desacato ao Congresso caso não compareçam para depor sobre o caso Epstein. A hipótese envolve depoimentos agendados para os dias 17 e 18 de dezembro, com possível nova data no início de janeiro, nos EUA.

Os Clinton são intimados para depor perante a Comissão de Supervisão da Câmara, que investiga ligações entre Epstein, Maxwell e figuras públicas. Comer diz que o casal atrasou, obstruiu e ignorou os esforços da comissão para marcar o depoimento.

Segundo o New York Times, há cartas entre o advogado do casal, David Kendall, e Comer, com Kendall defendendo a dispensa dos Clinton. A comitiva também aponta pressões exercidas por diferentes entidades para cumprir o pedido de depoimento.

Histórico do caso indica que apenas o ex-procurador-geral William Barr prestou depoimento presencial entre oito oficiais convocados, enquanto o resto foi dispensado pela maioria republicana da comissão. Barr atuou como chefe do Departamento de Justiça na época dos fatos.

Kendall admite conhecimento de contatos de Clinton com Epstein, mas sustenta que o ex-presidente não visitou a ilha de Epstein e interrompeu ligações há cerca de 20 anos. Registos de voo mostram quatro viagens de Clinton, em 2002-2003, em aeronave particular associada a Epstein.

Comer justifica a intimação citando o alegado envolvimento de um funcionário de Maxwell com Hillary Clinton durante as primárias de 2008 e no Departamento de Estado. Kendall discorda, afirmando que o funcionário Alexander Djerassi não pertencia à família Maxwell e que Hillary não tinha conhecimento da relação.

A primeira intimação aos Clinton ocorreu no início de agosto. Kendall já respondeu com várias cartas para sustentar a dispensa e reuniu-se com Comer no final de setembro. As novas mensagens reforçam a pressão para o depoimento.

Contexto e desdobramentos

A comissão tem afirmado que o casal pode enfrentar multas de até 100 mil euros e até um ano de prisão por desacato caso não compareçam. A possibilidade de sanções também envolve a atuação de outros oito oficiais, que teriam sido liberados pela presidência da comissão.

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