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Metade dos portugueses está satisfeita com o acesso à saúde

Panorama da Saúde 2025: 58% satisfeitos com cuidados de saúde, abaixo da média OCDE; 2,4% com necessidades não satisfeitas e 99% das crianças vacinadas

Metade dos portugueses está satisfeita com o acesso à saúde
  • A satisfação com a disponibilidade de cuidados de saúde de qualidade em Portugal é de 58%, abaixo da média da OCDE (64%).
  • A esperança de vida é de 82,5 anos, superior à média da OCDE.
  • 99% das crianças foram vacinadas contra difteria, tétano e tosse convulsa.
  • 56% das mulheres realizaram rastreio de cancro da mama, valor próximo à média da OCDE.
  • Em Portugal ocorreram 236 internamentos evitáveis por 100 mil habitantes; a mortalidade a trinta dias após enfarte é de 7,1% e após AVC, 9,3%.

O Panorama da Saúde 2025, divulgado pela OCDE, mostra que pouco mais da metade da população portuguesa está satisfeita com a disponibilidade de cuidados de saúde de qualidade. A avaliação está 58%, abaixo da média OCDE de 64%.

O relatório analisa dados do acesso, qualidade e resultados do setor em Portugal, comparando o país com outros 38 membros da OCDE. Portugal apresenta desempenho superior à média em cinco dos dez principais indicadores, segundo a análise.

Dados principais

O estudo revela que a esperança de vida em Portugal é de 82,5 anos, 1,4 acima da média OCDE. A mortalidade evitável fica em 117 por 100 mil habitantes, abaixo da média de 145. A mortalidade tratável é de 63 por 100 mil, também menor que a média de 77.

O Panorama aponta ainda que 99% das crianças são vacinadas contra difteria, tétano e tosse convulsa, e 56% das mulheres realizam rastreio ao cancro da mama, percentagens próximas à média OCDE. Em termos de saúde pública, 236 internações evitáveis por 100 mil habitantes foram registradas, abaixo da média.

Recursos e gastos

Quanto aos resultados de saúde, a mortalidade aos 30 dias após enfarte é de 7,1% (OCDE 6,5%), e após AVC de 9,3% (OCDE 7,7%). O gasto em saúde atinge 5.212 USD per capita, contra 5.967 USD na OCDE. A despesa em saúde representa 10,2% do PIB em Portugal.

Sobre a força de trabalho, existem 5,8 médicos por 1.000 habitantes e 7,6 enfermeiros por 1.000. A OCDE alerta que o número de médicos pode estar subestimado ou superestimado por incluir profissionais licenciados não ativos.

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