O surto de ébola no Congo está ligado à insegurança alimentar, segundo um responsável congolês do Programa Alimentar Mundial (PAM). Em Ituri, a falta de ajuda alimentar pode levar as comunidades a abandonar áreas infetadas em busca de sustento, aumentando o risco de contágio nos mercados.
Ao deslocarem-se para comprar comida, os residentes expostos a áreas afetadas podem facilitar a transmissão do vírus. O alerta surge num contexto de agravamento da crise humanitária na região.
A OMS indica que já são conhecidos mais de 900 casos de infeção por ébola e mais de 220 mortes. O surto, que começou no Congo, demorou a detetar-se, com autoridades a initially atribuí-lo a uma estirpe de surtos anteriores.
Desenvolvimento da crise
A organização aponta que o surto envolve uma estirpe rara, Bundibugyo, o que complicou a identificação inicial. A OMS elevou o nível de risco de saúde pública de elevado para muito elevado, embora o risco global permaneça baixo.
O vírus já se propagou para países vizinhos, segundo a OMS. As autoridades enfatizam a necessidade de rápidas respostas humanitárias para evitar agravamento, especialmente nas zonas com insegurança alimentar acentuada.
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