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ONU associa insegurança alimentar ao surto de Ébola no Congo

Insegurança alimentar agrava o surto de ébola no Congo, com mais de novecentos casos e mais de duzentas mortes; deslocações aos mercados elevam o risco de contágio

Estirpe é diferente da anterior
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  • Um responsável congolês do Programa Alimentar Mundial (PAM) associa a insegurança alimentar ao surto de ébola no Congo, dizendo que sem ajuda as pessoas vão aos mercados à procura de comida, aumentando o risco de contágio.
  • Na província de Ituri, a ONU alerta que, sem assistência alimentar, as populações infetadas podem deslocar-se das suas comunidades, o que pode agravar o surto.
  • O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que já existem mais de 900 casos de infeção por ébola e mais de 220 mortes.
  • A OMS elevou o nível de risco de saúde pública associado ao surto de “elevado” para “muito elevado”; o risco global permanece baixo.
  • O vírus já se propagou a países vizinhos.

O surto de ébola no Congo está ligado à insegurança alimentar, segundo um responsável congolês do Programa Alimentar Mundial (PAM). Em Ituri, a falta de ajuda alimentar pode levar as comunidades a abandonar áreas infetadas em busca de sustento, aumentando o risco de contágio nos mercados.

Ao deslocarem-se para comprar comida, os residentes expostos a áreas afetadas podem facilitar a transmissão do vírus. O alerta surge num contexto de agravamento da crise humanitária na região.

A OMS indica que já são conhecidos mais de 900 casos de infeção por ébola e mais de 220 mortes. O surto, que começou no Congo, demorou a detetar-se, com autoridades a initially atribuí-lo a uma estirpe de surtos anteriores.

Desenvolvimento da crise

A organização aponta que o surto envolve uma estirpe rara, Bundibugyo, o que complicou a identificação inicial. A OMS elevou o nível de risco de saúde pública de elevado para muito elevado, embora o risco global permaneça baixo.

O vírus já se propagou para países vizinhos, segundo a OMS. As autoridades enfatizam a necessidade de rápidas respostas humanitárias para evitar agravamento, especialmente nas zonas com insegurança alimentar acentuada.

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