- A taxa de hipertensão arterial em menores de 19 anos quase duplicou entre 2000 e 2020, de cerca de 3% para >6%, atingindo 114 milhões de jovens no mundo em 2020.
- A obesidade aumenta o risco, com quase 19% de crianças e adolescentes obesos afetados, face a menos de 3% de peso saudável.
- Medidas diferentes influenciam as estimativas: confirmação por profissional em três consultas eleva a prevalência para ~4,3%, enquanto incluir avaliações fora do consultório sobe para ~6,7%; hipertensão mascarada atinge ~9,2% e hipertensão de bata branca ~5,2%.
- A pré-hipertensão atinge 8,2% das crianças e adolescentes, com maior prevalência na adolescência (cerca de 11,8%).
- Em Portugal, cerca de 40% da população jovem apresenta hipertensão e metade não tem a condição controlada, destacando a necessidade de rastreio e diagnóstico coordenados.
A hipertensão arterial em crianças e adolescentes quase duplicou entre 2000 e 2020, passando de 3% para mais de 6%. Em 2020, a Covid-19 não houve, mas a prevalência atingiu cerca de 114 milhões mundialmente, segundo uma meta-análise publicada na The Lancet Child & Adolescent Health. A obesidade intensifica o risco, elevando a hipertensão entre jovens obesos para quase 19%.
O estudo analisou dados de 96 pesquisas com mais de 443 mil participantes de 21 países. A forma como a pressão é medida aumenta as estimativas: confirmada em consultas presenciais repetidas, a prevalência fica em about 4,3%, já incluindo avaliações clínicas; em avaliações fora do consultório sobe para 6,7%. A hipertensão mascarada atinge 9,2% e a chamada batata branca, 5,2%.
A obesidade também está associada a resistência à insulina e alterações vasculares, contribuindo para níveis de pressão menos controlados a longo prazo. Entre adolescentes, a pré-hipertensão chega a 11,8%, com maior incidência nessa faixa etária, sinalizando maior risco futuro.
Portugal: quadro nacional e necessidades de rastreio
No país, estima-se que cerca de 40% das crianças e jovens apresentem hipertensão, e metade permanece sem controlo efetivo. Profissionais defendem rastreio padronizado e acesso facilitado a prevenção e tratamento para reduzir complicações futuras.
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