- Responsáveis europeus e bancos presentes no Fórum de Investimento de Tashkent destacaram estabilidade regulatória, preparação de projetos e ligações transfronteiriças como condições-chave para futuros investimentos na Ásia Central.
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- A atratividade da região depende de regras previsíveis, acesso a financiamento e ligações de transporte mais eficientes, segundo participantes do evento.
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- A segurança jurídica é tida como a condição mais importante para investir; tribunais independentes e mecanismos eficientes de resolução de litígios são considerados fundamentais.
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- O financiamento correto e a partilha de riscos são essenciais para avançar os projetos, com garantias contra riscos políticos ajudando empresas que entram em novos mercados.
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- A conectividade é o terceiro pilar: há interesse no desenvolvimento de caminhos de ferro, estradas e do Corredor Internacional de Transporte Transcaspiano, apesar de perspetivos de melhoria em portos, fronteiras e coordenação entre países.
A Europa enfatiza um conjunto de regras estáveis para atrair investimentos na Ásia Central, destacando a importância de um enquadramento jurídico previsível e mecanismos de resolução de litígios. Os participantes ressaltaram a necessidade de tribunais independentes e de segurança jurídica para dinamizar projetos.
No Fórum Internacional de Investimento de Tashkent, investigadores, bancos de desenvolvimento e representantes da UE sublinharam que a atratividade depende não apenas de recursos naturais, mas de um ambiente regulatório estável e de ligações transfronteiriças eficientes. A preparação de projetos amplifica esse efeito.
A cooperação entre a UE e a Uzbequistão, reforçada por acordos de parceria, aparece como motor de comércio, investimento e proteção de propriedade intelectual. O foco está na previsibilidade regulatória e na confiança de investidores europeus no Uzbequistão.
Regras
Eduards Stiprais, representante da UE para a Ásia Central, afirmou que o enquadramento jurídico claro é a condição essencial para atrair investimento. Alterações frequentes à legislação são apontadas como entraves à previsibilidade.
Gregory Lecomte, da OCDE, realçou o papel de minerais críticos da região, incluindo urânio, cobre e antimónio, como fatores-chave para cadeias de abastecimento globais. A ênfase recai na criação de regras estáveis.
Toivo Klaar, embaixador da UE no Uzbequistão, destacou a cooperação regional entre os cinco países da região. Laços fortalecidos ajudam a tornar a Ásia Central um ator com identidade própria.
Financiamento
Lecomte afirmou que o desenvolvimento de setores estratégicos depende de ambiente empresarial robusto, partilha de riscos e padrões ambientais elevados. O financiamento tem de acompanhar a maturidade dos projetos.
Marck Wengrzik, da AKA, mencionou garantias contra riscos políticos como instrumento para reduzir a exposição de empresas em novos mercados. O financiamento inclui instrumentos de mitigação de risco.
Marek Mora, vice-presidente do BEI, disse que a viabilidade técnica e financeira dos projetos é tão importante quanto o capital disponível. O BEI reforça a avaliação de maturidade antes de apoiar.
Conectividade
Mora indicou abertura para analisar caminhos-de-ferro e estradas que conectem a Ásia Central à Europa, fortalecendo a logística regional. A conectividade é considerada complementar em relação a infraestruturas.
O Banco Mundial apontou limitações no Corredor Transcaspiano, incluindo capacidade marítima e coordenação fronteiriça. Melhorias em portos, ferrovias e procedimentos aduaneiros são necessárias.
Wang, do Banco Mundial, destacou que o elo mais fraco define a robustez do corredor. Investimentos em infraestrutura e documentação ajudam a ampliar o comércio bidirecional.
O BEI avança com representação regional em Tashkent, sinalizando ampliação de atividades de financiamento. Responsáveis ouvidos destacaram a preparação de projetos e a coordenação transfronteiriça como principais desafios.
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