- Brent caiu para ligeiramente abaixo de 74 dólares por barril, o nível mais baixo desde o início da guerra com o Irão, em fevereiro.
- A quebra de preço reflete a retirada do prémio geopolítico, com o tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz a recuperar e avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irão.
- Analistas mencionam que o mercado já incorpora a possibilidade de um regresso mais robusto do crude iraniano ao mercado, apoiado pela isenção temporária de sanções.
- Exportações de petróleo dos Emirados Árabes Unidos chegaram a quase 85% dos níveis anteriores à guerra, cerca de 4,3 milhões de barris por dia, no início de junho.
- Nos Estados Unidos, Donald Trump pediu uma investigação do Departamento de Justiça à especulação de preços dos combustíveis, em meio a quedas da gasolina e a uma tendência de alta nas expectativas de juros.
O Brent caiu esta quarta-feira abaixo de 74 dólares por barril, o menor desde o início da escalada entre os EUA e o Irão, em fevereiro. O recuo é visto como uma retirada do prêmio de risco geopolítico que sustentou os preços.
Investidores apontam para o aumento do tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz e para avanços nas negociações de paz entre EUA e Irão como fatores de apoio à confiança. Ainda há dúvidas sobre inspeções nucleares e sanções.
O fluxo de petróleo no Golfo tem mostrado recuperação gradual, ainda aquém dos níveis pré-conflito. Dados da Agência Internacional de Energia indicam os Emirados Árabes Unidos com exportações a 85% do normal, em início de junho.
Brent e mercado energético
Analistas destacam que o mercado já reflete a possibilidade de retorno pleno do crude iraniano, beneficiado pela isenção temporária de sanções e pelo progresso das negociações. O Brent permanece acima de 70 dólares, mas abaixo de 80.
Nos EUA, o petróleo recuou para perto de 70,36 dólares por barril às 15h00 (CEST). Antes da guerra, o patamar rondava os 67 dólares, segundo dados de mercado.
Política e inflação
Donald Trump anunciou que o Departamento de Justiça deve investigar a especulação de preços de combustíveis, alegando que a gasolina não acompanha a queda do petróleo. O ICCB manteve o foco na inflação e nas próximas decisões da FED.
Enquanto isso, o ouro caiu abaixo de 4.000 dólares por onça, num movimento influenciado pelo dólar forte e por expectativas de elevação de juros nos EUA. A FED sinalizou possibilidade de mais aumentos até ao fim do ano.
Bolsas e juros
Os rendimentos dos títulos norte-americanos acompanharam a pressão inflacionária, com o rendimento da dívida a 10 anos situando-se perto de 4,48%. Na Europa, o desempenho foi misto, com quedas no DAX e leve ganho no CAC 40.
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