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Ponte confirmada, estação de S. Ovídio e passagem abrigada em Campanhã para TGV

Linha de alta velocidade no Porto confirma ponte sobre o Douro, estação em Santo Ovídio e passagem superior em Campanhã; propostas alternativas foram rejeitadas

O TGV terá assim ligação à estação de Santo Ovídio
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  • Proposta confirmada para a linha de alta velocidade no Porto, com uma ponte sobre o Douro, estação em Santo Ovídio (Gaia) e passagem superior abrigada em Campanhã, ligando-se aos metros Amarela e Rubi.
  • Proposta anterior do consórcio AVAN, com duas pontes sobre o Douro e estação em Vilar do Paraíso, foi chumbada pela Agência Portuguesa do Ambiente em dezembro por não respeitar a Declaração de Impacte Ambiental, exigindo um novo projeto.
  • Mantida a estação de Santo Ovídio, com plataformas a 60 metros de profundidade, parque de seis pisos para 475 lugares e ligação a bicicletas; permanece a ponte rodoferroviária entre Vila Nova de Gaia e o Porto e a passagem superior em Campanhã.
  • O traçado em Gaia será maioritariamente subterrâneo, com túneis em Vila Nova de Gaia, Negrelos I e II, Casaldeita e Cassufas, entre outros, mais viadutos em pontos-chave; obras do primeiro troço arrancam este ano, com conclusão prevista para 2030.
  • A ligação Porto–Lisboa em alta velocidade deverá reduzir o tempo a 1 hora e 15 minutos entre as duas cidades, com ligações potenciadas a Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria; o projeto completo está apontado para 2032, com ligações a aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.

O consórcio responsável pela linha de alta velocidade Porto-Lisboa confirmou, via Relatório de Conformidade do Projecto de Execução, que o traçado final terá apenas uma ponte sobre o Douro, a estação de Santo Ovídio, Gaia, e uma passagem superior abrigada em Campanhã. A consulta pública decorre até 29 de maio.

A proposta mantém a ligação entre Vila Nova de Gaia e o Porto por ponte rodoferroviária, conforme o plano apresentado desde setembro de 2022. Esta configuração substitui a ideia anterior de duas pontes sobre o Douro e uma estação em Vilar do Paraíso.

As alterações em relação ao que tinha sido apresentado no concurso público foram aprovadas após avaliação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Em dezembro, a APA rejeitou propostas que não cumpriam a Declaração de Impacte Ambiental de 2023, exigindo novo projecto.

A estação de Santo Ovídio fica a 60 metros de profundidade e deverá comportar 500 pessoas em menos de cinco minutos, com ligações às linhas de metro Amarela e Rubi, e um parque de seis pisos para 475 lugares, incluindo espaço para bicicletas.

A ponte rodoferroviária entre Gaia e o Porto está prevista desde a apresentação do projecto em 2022, alinhando-se com decisões anteriores entre autarcas locais. O traçado inclui uma passagem superior em Campanhã, com uma configuração que não prevê ventilação natural no vão principal.

No Porto, o desenho mantém a suspensão de uma torre nascente na estação de Campanhã e prevê uma nova ligação ferroviária de Campanhã à área adjacente, sem manter a torre prevista em D. João II, Gaia. Também estão previstas obras para ampliar habitações em Gaia, sem eliminar por completo impactos em São Caetano e em Santo Ovídio.

Em Gaia, grande parte da linha de alta velocidade será subterrânea, com túneis em Vila Nova de Gaia (3,4 km), Negrelos 1 (995 m) e 2 (190 m), Casaldeita (1,9 km) e Cassufas (830 m). Em Espinho, Santa Maria da Feira e arredores, surgem viadutos e ligações de infraestrutura rodoviária.

As obras do primeiro troço Porto-Oiã, no âmbito da parceria público-privada, arrancam ainda este ano, com conclusão prevista para 2030. A ligação completa Porto-Lisboa deverá reduzir o tempo entre as duas cidades para 1h15, com cadência prevista também para Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

A empreitada total está projetada para terminar em 2032, acompanhando desenvolvimentos paralelos, como o funcionamento da linha Porto-Vigo, com intervenções também previstas em aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.

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