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Risco de pobreza em famílias monoparentais volta a níveis de quase duas décadas

Risco de pobreza em famílias monoparentais sobe para 35,1% em 2025, mais quatro pontos que em 2024, com um terço neste agregado e maioria liderado por mulheres

As famílias monoparentais - com um adulto e um ou mais filhos a cargo - mais do que duplicou em 30 anos, em Portugal
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  • Em 2025, a taxa de risco de pobreza de famílias monoparentais com filhos subiu para 35,1%, +4 p.p. face a 2024 (31,1%).
  • O relatório indica que uma em cada três famílias monoparentais vive em risco de pobreza, número que coloca estes agregados em níveis de 2008.
  • O estudo “Portugal, Balanço Social 2025” revela que, apesar de menos pobreza no país, os monoparentais, majorityariamente chefiados por mulheres (oito em cada dez), sofrem aumento significativo.
  • Em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres e 541 mil pessoas com mais de 65 anos em pobreza; os 10% mais ricos concentram quase oito vezes o rendimento dos 10% mais pobres.
  • Quase 30% das crianças pobres enfrentam privação material e social; metade não participa em atividades extracurriculares e um terço vive em habitações sobrelotadas, com maior dificuldade de acesso a cuidados de saúde.

Em Portugal, o risco de pobreza entre as famílias monoparentais aumentou significativamente entre 2024 e 2025. A taxa subiu de 31,1% para 35,1%, tal como indica o relatório Portugal, Balanço Social 2025. O estudo revela que uma em cada três famílias monoparentais está em situação de pobreza, e o valor atual situa-se próximo dos níveis de 2008.

A investigação, realizada por especialistas da Nova SBE, aponta que, apesar de uma melhoria global na pobreza no país, há melhorias apenas em agregados mais amplos. A maior parte destas famílias é chefiada por mulheres, correspondendo a cerca de 80% dos agregados presentes nos dados do Instituto Nacional de Estatística.

Privação infantil e disponibilidade de recursos

No capítulo dedicado à privação infantil, o relatório indica que quase 30% das crianças pobres enfrentam privação material e social. Entre elas, metade não participa regularmente em atividades extracurriculares, e mais de um terço vive em habitações sobrelotadas.

Em 2024, o estudo registou cerca de 301 mil crianças pobres e 541 mil pessoas com mais de 65 anos em situação de pobreza. A distribuição de rendimentos permanece concentrada no topo, com os 10% mais ricos a deterem quase oito vezes mais rendimento que os 10% mais pobres.

Apoios sociais e condições de vida

Sem apoios adequados, a pobreza poderia atingir 40,3% da população, refere o relatório. Em 2025, existem 214 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção, envolvendo quase um terço de menores de idade.

A privação material e social afectava 10,2% da população em 2025, sendo expressivamente mais frequente entre os pobres. Entre os agregados vulneráveis, um terço enfrenta encargos excessivos com habitação, e perto de 40% não consegue manter a casa confortável no verão. A saúde continua a ser um obstáculo, com dificuldades de acesso mais acentuadas entre os mais desfavorecidos, especialmente na medicina dentária.

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