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Tunísia: maio não tem sido um mês fácil, indicam autoridades

Maio mais fraco para o turismo na Tunísia: subida do petróleo eleva bilhetes, reservas caem e afeta cerca de 400 mil empregos no setor

Turismo representa 10% do PIB da Tunísia, este ano mais vazio do que sempre
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  • Em maio, o turismo naTunísia encontra-se mais fraco devido ao conflito no Médio Oriente, que puxou para cima os preços do petróleo e os custos de viagem.
  • Reservas no resort da ilha de Djerba caíram para metade, conforme afirmou Anane Kamoun, diretor do Royal Garden Palace.
  • O preço do querosene duplicou este ano, levando as companhias aéreo a aumentarem os bilhetes e a cancelarem voos com pouca margem de lucro.
  • O setor turístico representa 10% do PIB e costuma empregar cerca de 400 mil pessoas, com receios de impactos no emprego.
  • No ano passado, Djerba recebeu 1,2 milhões de turistas; as autoridades esperavam até 8% de crescimento neste ano, mas as perspetivas foram frustradas pela situação regional, ainda que a Tunísia beneficie da proximidade a capitais europeias.

Na Tunísia, o mês de maio costuma marcar o início do boom turístico de verão. Este ano, porém, o impacto da guerra no Médio Oriente altera o cenário regional e o turismo recebe efeitos diretos no país.

Reservas para a ilha de Djerba caíram para metade, segundo Anane Kamoun, diretor do Royal Garden Palace, em declarações à AFP. O aumento dos preços do petróleo eleva o custo dos bilhetes e leva os turistas a reconsiderar as viagens.

O preço do querosene duplicou desde o início do ano, o que obrigou as companhias aéreas a ajustarem tarifas, com algumas a cancelar voos sem lucro suficiente. O turismo representa cerca de 10% do PIB da Tunísia e emprega aproximadamente 400 mil pessoas.

Impacto económico e perspetivas

No ano passado, Djerba recebeu 1,2 milhões de turistas, recorde de 5% acima de 2018 e superior ao máximo anterior de 2019. As autoridades apontam para um potencial crescimento de até 8% este ano, sujeito a condições regionais.

Apesar da conjuntura, a Tunísia beneficia de uma proximidade aérea com capitais europeias, com voos de cerca de duas horas. O Gabinete Nacional de Turismo explica que o encarecimento do combustível tende a afetar menos viagens de curta distância.

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