- A Honda teve prejuízo anual de 2,7 mil milhões de dólares no último exercício, o primeiro em quase setenta anos como empresa cotada, após custos de reestruturação e amortizações superiores a nove mil milhões de dólares devido à revisão da estratégia eléctrica.
- O presidente executivo, Toshihiro Mibe, disse que a empresa abandona a meta de 100% de veículos eléctricos em venda em 2030 e a transição total para eléctricos ou pilha de combustível até 2040.
- A Honda vai suspender indefinidamente o projecto de veículos eléctricos no Canadá, que incluía um investimento de 11 mil milhões de dólares.
- Em março, a direção anunciou o cancelamento de três modelos eléctricos originalmente direcionados ao mercado norte-americano e outros dois em avaliação, incluindo parcerias com a General Motors e com a Sony.
- Apesar dos prejuízos, as ações da Honda subiram 3,8% após a empresa prometer pelo menos 800 mil milhões de ienes em retornos aos acionistas nos próximos três anos e manter o dividendo anual de 70 ienes por ação; o negócio de motociclos continua a sustentar a liquidez, com objetivo de vendas recorde de 22,8 milhões de unidades na divisão.
O Honda Motor teve o primeiro prejuízo anual desde a cotação na bolsa, com 2,7 mil milhões de dólares, resultado de custos de reestruturação superiores a 9 mil milhões de dólares. A decisão de abandonar a meta de eletrificação foi fator decisivo.
O CEO Toshihiro Mibe afirmou que a Honda já não pretende que 20% das vendas de automóveis novos sejam 100% elétricas em 2030 nem uma transição total para veículos elétricos ou a pilha de combustível até 2040. A empresa vai suspender indefinidamente o projeto de EV no Canadá.
Em março, a Honda cancelou três modelos elétricos destinados ao mercado norte-americano e deixou dois em aberto. A queda da procura por EVs, sobretudo nos EUA, explica parte da revisão de estratégia, refletida na menor procura entre os maiores mercados.
Desempenho financeiro e estratégia de retornos
Mesmo com os prejuízos, as ações da Honda subiram 3,8% na quinta-feira, após a empresa prometer retornar pelo menos 800 mil milhões de ienes aos acionistas em três anos e manter o dividendo anual de 70 ienes por ação.
A divisão de motociclos manteve a liquidez, com notas de que pode expandir a produção na Índia e alcançar 22,8 milhões de unidades vendidas. A empresa prevê um lucro líquido de 260 mil milhões de ienes (≈1400 milhões de euros) no ano fiscal em curso, que termina em março de 2027.
Entre na conversa da comunidade