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Coindu anuncia layoff de 493 trabalhadores por problemas operacionais

Coindu avança com layoff de seis meses que afetará 493 trabalhadores, a maior parte da sua força de trabalho, em meio a dificuldades no sector automóvel

Nos tempos áureos, a Coindu, com sede na vila de Joane (Famalicão) chegou a empregar 4000 pessoas em três países
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  • A Coindu, indústria têxtil de Famalicão, vai avançar com um layoff de seis meses, entre maio e novembro de 2026, que deverá abranger 493 trabalhadores.
  • A empresa justifica a medida pela conjuntura global e pela redução de encomendas no sector automóvel, citando impactos na confiança do mercado.
  • Em anos recentes a companhia já encerrou a fábrica de Arcos de Valdevez (no fim de 2024) e fez despedimentos coletivos, incluindo 358 pessoas, seguidos de 123 em maio de 2025 e de novo em outubro do mesmo ano.
  • O histórico da Coindu mostra uma queda de quadros: de mais de quatro mil trabalhadores em início de carreira para cerca de 1.400 no fim de 2024.
  • A administração afirma que a medida é faseada para distribuir o efeito entre áreas e prevê uma retoma em 2027, com projetos já assegurados.

A Coindu, localizada em Famalicão (Braga), vai aplicar um layoff envolvendo 493 trabalhadores. A medida decorre de uma conjuntura desfavorável e da redução de encomendas no sector automóvel, conforme comunicado da administração e notícia da Lusa.

Desde 2024, a fábrica enfrentou encerramentos e despedimentos. Em Arcos de Valdevez, encerrou a unidade e despediu 358 trabalhadores. Em maio de 2025 houve mais 123 despedimentos coletivos, seguindo-se outro em outubro do mesmo ano.

Ao todo, a empresa já tinha implementado meses de layoff para quase 240 colaboradores. Agora, entre maio e novembro de 2026, pretende manter o regime de layoff de seis meses para diferentes áreas da produção, buscando uma retoma em 2027.

Contexto da empresa

A Coindu é uma fábrica de componentes para automóveis de luxo, com forte presença em Portugal mas com histórico internacional. Nos anos anteriores, chegou a ter mais de 4000 trabalhadores em três países, mantendo um volume de negócios próximo dos 250 milhões de euros.

Situação atual e perspetivas

A administração aponta a conjuntura global e a queda de encomendas do sector automóvel como fatores determinantes. A guerra de tarifas aduaneiras e conflitos regionais são citados como impactos na confiança do mercado. A empresa espera retomar atividade em 2027.

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