- A Bolt aumentou as tarifas em várias zonas da Grande Lisboa, chegando a um incremento de cerca de 10%, com impactos no preço mínimo no centro e no aeroporto.
- O aumento foi implementado na terça-feira ao final do dia, visando equilibrar procura e oferta e manter preços adequados à época do ano.
- Segundo o diretor-geral da Bolt em Portugal, o reajuste segue uma primeira fase em março e envolve o aumento geral dos componentes (tempo, quilómetro e categorias).
- No aeroporto, o preço mínimo fixado pela Bolt está nos 6,75 euros, acima do valor pedido por alguns motoristas, que é de 5 euros, de acordo com a empresa.
- A Bolt indica que é expectável haver mais aumentos até ao verão e que as mudanças poderão ser alargadas ao resto do país nas próximas semanas; em março, havia 39.615 motoristas certificados ativos e 14.649 operadores TVDE.
A Bolt aumentou as tarifas em várias zonas da Grande Lisboa, o que, segundo o diretor-geral da plataforma em Portugal, se traduz num maior rendimento para os motoristas de TVDE. A informação foi dada à Lusa nesta quarta-feira.
Mário de Morais disse que a subida pode chegar a 10%, com impactos mais relevantes no preço mínimo no centro da cidade e no aeroporto. O aumento acontece numa altura em que a Bolt antecipa uma “dinâmica da procura e da oferta” que justifica ajustar os preços ao momento do ano.
Segundo o responsável, a medida já tinha tido uma primeira fase em março, com o aumento dos preços mínimos, e agora, no início de maio, ocorreu o aumento geral dos componentes tempo, quilómetro e várias categorias. A Bolt afirma ter repetido uma prática constante ao longo dos anos.
A alteração foi implementada na terça-feira ao final do dia, e, segundo Mário de Morais, os motoristas passam a receber mais por cada viagem, refletindo o aumento geral dos preços. Em algumas zonas, o valor pedido pelo serviço excede as reivindicações dos motoristas.
No aeroporto, o preço mínimo fixado pela aplicação situa-se nos 6,75 euros, acima da reivindicação habitual de 5 euros, o que a Bolt justificou como parte de uma estratégia para descongestionar o aeroporto e melhorar o fluxo de pessoas.
No centro de Lisboa, o valor aproxima-se mais do patamar desejado pelos motoristas, enquanto em áreas periféricas o montante tende a ser ligeiramente inferior. A empresa sustenta que os aumentos são necessários para manter a operação e evitar quedas de atividade.
Mário de Morais também indicou que podem ocorrer novas escaladas até ao verão, dependentes das dinâmicas de mercado, com a extensão da medida a todo o país nas próximas semanas. A informação surge num contexto de monitorização da atividade TVDE por parte de entidades oficiais.
Dados oficiais do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, em parceria com a Uber e a Bolt, indicam 39.615 motoristas certificados ativos em março, num total de 14.649 operadores ativos. Em 29 de março, motoristas e operadores participaram em protestos em Lisboa por tarifas, regulação e apoio ao combustível.
A discussão sobre o regime dos TVDE passou recentemente pela especialidade no Parlamento, com avanços que colocam em foco uma possível revisão da chamada “lei Uber” e as condições de trabalho no setor, após vários protestos ao longo dos últimos anos.
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