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Governo russo reduz drasticamente previsões de crescimento económico

Governo russo reduz previsões de crescimento de 1,3% para 0,4%, refletindo o peso da guerra e das sanções

O governo russo baixou drasticamente as suas previsões de crescimento económico
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  • O governo reduziu drasticamente as previsões de crescimento: de 1,3% para 0,4% em 2026, com perspetiva de recuperação para 1,4% em 2027 e 2,4% em 2029.
  • A inflação prevista é de 5,2% em 2026 e 4% em 2027; o Banco Central aponta 4,5% a 5,5% para 2026; o FMI aponta 1,1% de crescimento em 2026.
  • O maior banco russo, o Sberbank, estima 0,5% a 1% de crescimento em 2026, com inflação de 6% a 6,5%.
  • A economia contractou 0,3% entre janeiro e março; o défice orçamental chegou a 60 mil milhões de dólares; a inflação ronda os 6% e a taxa de juro é de 14,5%.
  • As sanções da União Europeia parecem afetar a economia: gasto militar passou de 65 bilhões de dólares em 2021 para 190 bilhões em 2022; já foram 20 pacotes de sanções; o Presidente Putin pediu explicações sobre a trajetória macroeconómica.

O governo russo reduziu drasticamente as previsões de crescimento económico para este ano, passando de 1,3% para 0,4%. A revisão foi anunciada pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak e aponta para um abrandamento significativo, agravado pelos custos da guerra na Ucrânia e pelas sanções ocidentais.

A expectativa para o próximo ano mantém-se de recuperação gradual, com 1,4% em 2027 a 2,4% em 2029, impulsionada pela política monetária mais flexível. A inflação projetada para 2026 é de 5,2%, com o FMI a estimar 1,1% de crescimento em 2026, antes de revisões favoráveis.

Perspectivas de inflação e reação monetária

A inflação prevista pelo governo situa-se entre 4% e 5,5% para 2026, com o Banco Central a apontar uma banda de 4,5-5,5%. O Sberbank, maior banco do país, antecipa crescimento entre 0,5% e 1% em 2026, com inflação entre 6% e 6,5%. Têm surgido sinais de fragilidade na economia russa, sob pressão de sanções e custos militares.

Sanções e contexto económico

A rubrica de despesas militares subiu consideravelmente desde 2021, atingindo 190 mil milhões de dólares em 2022, equivalente a 7,5% do PIB. A União Europeia manteve pressão com mais de duas décadas de sanções, que influenciam fluxos de capital, comércio e investimento. A Rússia também enfrenta inflação elevada e défice orçamental crescente.

Desempenho recente e declarações oficiais

Entre janeiro e março, a economia contraiu 0,3%, marcando a primeira quebra desde 2023. O défice orçamental ficou em 60 mil milhões de dólares, acima do objetivo anual. O presidente Putin pediu à equipa económica explicações sobre a divergência entre indicadores e expectativas, solicitando medidas adicionais para estimular o crescimento.

Perspetivas de petróleo e impactos cambiais

Trechos de maior receita com exportação de petróleo e gás podem beneficiar o rublo e o comércio no curto prazo, mas Novak alerta que este ganho não é sustentável a longo prazo. O ruído geopolítico e as sanções continuam a moldar o panorama económico russo, com impacto direto na trajetória de crescimento.

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