- A Infraestruturas de Portugal publicou duas adjudicações diretas de consultoria para adaptar a Estação do Oriente à linha de alta velocidade, cada uma acima de 350 mil euros.
- Contratos: consultoria em engenharia civil com a A2P Consult — Estudos e Projetos, Lda., no valor de 350.920,00 euros (mais IVA); consultoria em arquitetura com o gabinete do arquiteto Miguel Viseu Coelho, no valor de 367.200,00 euros (mais IVA).
- O prazo de execução é de 405 dias, dando-meados de junho de 2027 para a conclusão.
- A linha de alta velocidade é considerada o elemento estratégico do Programa Nacional de Investimentos 2030, visando aumentar a capacidade da rede ferroviária e resolver constrangimentos na Estação do Oriente.
- O projeto de renovação prevê ampliar a Estação do Oriente de oito para onze lados, incluir alargamento a poente sobre o Metropolitano de Lisboa, ampliar plataformas, áreas comerciais e de apoio, renovação do terminal rodoviário e outras intervenções, com o envolvimento do gabinete Santiago Calatrava para especialidades de estruturas e de arquitetura.
A Infraestruturas de Portugal publicou duas adjudicações diretas para consultoria em engenharia e arquitetura, no valor de mais de 350 mil euros cada, para adaptar a Estação do Oriente (EO) aos comboios de alta velocidade. O objetivo é a conclusão até junho de 2027.
O contrato de ajuste direto com a A2P Consult — Estudos e Projetos, Lda. é de engenharia civil para a ampliação da EO, em função da nova Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto. O valor é de 350.920,00 euros, mais IVA.
O segundo contrato, também de ajuste direto, é para serviços de arquitetura com o gabinete do arquiteto Miguel Viseu Coelho, no valor de 367.200,00 euros, mais IVA.
O prazo de execução de ambos os contratos é de 405 dias, o que totaliza mais de 13 meses, terminando por meados de junho de 2027.
Contexto estratégico da LAV
A Linha de Alta Velocidade (LAV) é apresentada como o elemento estratégico da área de Transportes e Mobilidade do PN2030, com a meta de aumentar a capacidade da rede em áreas metropolitanas, incluindo Lisboa. O PN2030 reconhece constrangimentos de capacidade na EO.
Objetivos da adaptação da EO
A EO terá de acolher as circulações das linhas Lisboa/Madrid e Lisboa/Porto, com intermodalidade e interoperabilidade entre subsistemas AV e CV. O projeto prevê a adaptação para coexistência dessas vertentes.
Expansão e melhoria da estação
O projeto de renovação prevê ampliar a EO de oito para 11 linhas, expandindo a gare para o poente sobre a estação do Metropolitano de Lisboa. Também inclui alargamento de plataformas, abrigos, áreas comerciais, apoio à estação e renovação do terminal rodoviário.
Infraestruturas e gestão de serviços
Prevê-se correção de anomalias na cobertura, intervenções em parques de estacionamento e criação de postos de carregamento para veículos elétricos, entre outras intervenções descritas no caderno de encargos.
Supervisão e contratos complementares
O gabinete de Santiago Calatrava (SCLLC) fica responsável pela arquitetura, estruturas e pela construção do viaduto de transição, com um contrato anterior de 8,477,500 euros, sem IVA, publicado em fevereiro de 2024. Dois contratos autónomos complementares cobrirão restantes especialidades e a supervisão técnica.
Perspetivas de conectividade
Além das fábricas nacionais, a LAV pretende ligar Lisboa e Madrid, com conclusão prevista para 2034, conforme declarações do Primeiro-Ministro durante a Cimeira Ibérica em março passado. A meta envolve também ligações com o Porto e Vigo, com várias estações previstas.
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