- O imobiliário de luxo registou em 2025 um volume de transações de 41,2 mil milhões de euros, com cerca de 170 mil imóveis vendidos.
- O preço médio por metro quadrado no segmento de gama alta atingiu 7 945 euros no quarto trimestre de 2025, mais 8,5% face a 2024.
- Desde 2021, a valorização do preço por metro quadrado acumulou 35,8%.
- A subida de preços deveu-se a uma procura que cresceu cerca de 12% face ao ano anterior, impulsionada pela descida das taxas de juro, maior investimento estrangeiro e pela troca de ativos para segmentos mais valorizados.
- A oferta continua estruturalmente limitada, com a construção de 25 mil fogos em 2024 abaixo da média europeia, o que sustenta a pressão sobre os preços.
O mercado imobiliário de luxo atingiu em 2025 um volume de transações de 41,2 mil milhões de euros, com cerca de 170 mil imóveis vendidos. O estudo é produzido pela Porta da Frente Christie’s e pela NOVA SBE, coordenado pelo economista Pedro Brinca.
No quarto trimestre de 2025, o preço médio por metro quadrado do segmento de gama alta ficou em 7.945 euros, mais 8,5% face a 2024. A valorização acumulada desde 2021 é de 35,8%.
Entre os subsegmentos, os imóveis entre os 10% e 5% mais caros destacaram-se, com uma valorização de 10,4% relativamente a 2024.
Oferta e riscos
A oferta permanece estruturalmente limitada, devido à construção habitacional abaixo da média europeia. Em 2024 foram criados 25 mil fogos, contra 7,1 fogos por 1.000 alojamentos na média europeia.
Além disso, o estudo aponta riscos ao luxo, como reversão do ciclo monetário, alterações fiscais e quebras geopolíticas que possam reduzir a procura externa. A subida de custos de construção também pesa sobre os preços.
Impacto económico
Em 2025, o imobiliário de gama alta gerou 5.992 milhões de euros em produção, mais 469 milhões face a 2024, refletindo um aumento de licenças (+20,1%). O setor empregou 77.108 trabalhadores, e as remunerações somaram 1.236 milhões de euros, mais 7,62%.
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