- Avarias e falta de material circulante provocaram atrasos nos comboios entre Lisboa, Évora e Beja, com a linha do Alentejo a manter-se problemática na semana de 15 de abril.
- No dia 15 de abril, apenas duas automotoras estavam disponíveis entre Casa Branca e Beja, uma delas com apenas um motor em funcionamento; o serviço devia ser assegurado por duas unidades duplas diesel (UDD).
- A automotora que partia de Beja para Casa Branca às 18h15 acabou por ficar sem conseguir arrancar após falhas, sendo necessária a ajuda de outra automotora para empurrar as duas unidades até Casa Branca.
- Os passageiros do Intercidades que vinham de Évora para Lisboa ficaram bloqueados em Casa Branca durante várias horas; a CP recorreu a autocarros de substituição.
- Na manhã seguinte, uma das últimas automotoras ainda em serviço avariou em Vila Nova da Baronia, ficando a linha do Alentejo sem comboios e com autocarros a substituir, contribuindo para atrasos acumulados no eixo Évora – Lisboa.
O atraso e as avarias no eixo Lisboa-Beja-Evora continuam a castigar os passageiros do Alentejo. Em 15 de Abril, a linha registou falhas de material circulante e falhas técnicas que atrasaram operações entre Lisboa, Évora e Beja. O problema teve início com a indisponibilidade de três automotoras, mantendo apenas duas em serviço entre Casa Branca e Beja, cada uma com apenas um motor a funcionar em vez de dois.
Uma das automotoras, que deveria partir de Beja para Casa Branca às 18h15, começou a apresentar falhas de arranque. Depois de cerca de 40 minutos, o maquinista conseguiu colocá-la em marcha, mas a via agricultou-se pela planície alentejana, realizando paragens em Cuba, Alvito, Vila Nova da Baronia e Alcáçovas. A viagem acabou por interromper-se a cinco quilómetros de Casa Branca, com a locomotiva exaurida.
Foi necessário deslocar outra automotora de Beja para socorrer a unidade imobilizada, operando com um “socorro pela cauda” para empurrar a companheira até ao destino final. Em Casa Branca, os passageiros do Intercidades com destino Lisboa ficaram interrompidos por cerca de duas horas, impedidos de efectuar a ligação de Beja.
Nesta quinta-feira, apenas uma automotora permaneceu em circulação no Alentejo. A CP contratou autocarros para assegurar o serviço de substituição, mas, ainda assim, a manhã seguinte trouxe nova avaria: uma automotora, em Vila Nova da Baronia, apresentou fuga de combustível e ficou indisponível. A linha do Alentejo ficou sem serviço de comboio, com a CP a recorrer aos autocarros para manter ligações.
Para além do eixo Alentejo, os atrasos propagam-se ao eixo Évora-Lisboa, com os Intercidades a dependerem da ligação em Casa Branca às automotoras de Beja. Na quinta-feira seguinte, uma locomotiva enviada de Lisboa deslocou-se a Vila Nova da Baronia para resgatar as duas UDD avariadas, levando-as para as oficinas de Santa Apolónia. Mantém-se apenas uma automotora libertada das oficinas, em caminho para o Alentejo.
No terreno, a situação tem provocado atrasos diários para os passageiros, com frequentes interrupções que podem exceder uma hora. Em 6 de Abril, um Intercidades entre Évora e Lisboa esteve parado mais de quatro horas devido a uma ave encadeada na catenária, que danificou o pantógrafo. A IP tentou, via prestadores de serviços, retirar o animal, mas o técnico da equipa de catenária de Évora acabou por resolver a situação no local, ainda assim com o atraso prolongado.
Os serviços de autocarros continuam a substituir os comboios no Alentejo, mas a realidade permanece marcada por avarias, falta de material circulante e atrasos recorrentes para quem escolhe viajar entre Beja, Casa Branca e Lisboa. A CP não informou prazos de normalização, mantendo o cenário de interrupções até novas operações.
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